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Nomes de estádio e CT motivam Corinthians na ruptura com C13

Clube convence Globo a falar marcas dos parceiros que derem nome a estádio e CT, o que ajudará a bancar "Fielzão"

Marcel Rizzo, iG São Paulo* |

A ruptura do Corinthians com o Clubes dos 13 e a insistência em negociar sozinho o direito de transmissão de seus jogos no Campeonato Brasileiro a partir de 2012 tem tudo a ver com a construção do estádio no distrito de Itaquera, na zona leste de São Paulo. O iG apurou que o clube e a TV Globo têm acordo para que a emissora fale nas transmissões a marca da empresa que fechar contrato para dar nome ao campo, o chamado “naming rights”. Seria uma exceção para a emissora, que não cita empresas que investem no esporte e não compram espaço publicitário na programação.

Mas não é só isso. Há também conversas para que a emissora fale em sua programação, principalmente em "ao vivos" no Globo Esporte, a marca que dará nome ao CT Joaquim Grava, no Parque Ecológico. O clube ainda procura parceiro para ganhar dinheiro com o “naming rights” de seu local de treino, apesar de já ter homenageado o médico que ajudou a conseguir dinheiro para a construção.

Quem está à frente da negociação com as TVs é o diretor de marketing Luís Paulo Rosenberg. Ele avalia que consegue levantar R$ 300 milhões por dez anos de uma empresa que queira dar nome ao estádio corintiano, desde que a marca seja exposta nas transmissões. A preferência pela Globo, e não pela TV Record, que também quer o Brasileiro de 2012 a 2014, é porque Rosenberg avalia que o apelo comercial da Globo é superior, portanto o valor que pode cobrar com a garantia que haverá merchandising na TV é maior. O próprio Clube dos 13, em pesquisa, avaliou a força da Globo e concedeu um ágio para a emissora de 10% na concorrência que o Corinthians abortou.

Na entrevista que concedeu nesta quinta-feira no CT, o presidente Andrés Sanchez admitiu que o “naming rights” do estádio está dentro da negociação com as TVs. “Falar o nome do estádio (nas transmissões) está no processo de negociação e no contrato que a gente pretende fechar com alguma emissora, mas não tenho fechado nada com ninguém, não”, disse Sanchez.

A preferência pela Globo não evita que Sanches e Rosenberg conversem com a Record. Na noite de quarta-feira houve um contato, e a emissora paulista confirmou que também dará espaço às empresas que se aliarem ao Corinthians no estádio e no CT. Rosenberg avalia, porém, que só consegue os R$ 300 milhões se a associação for com a Globo.

Por meio da assessoria, a TV Globo disse que aguarda o recebimento da carta convite para a concorrência do Clube dos 13 e que por enquanto não irá se pronunciar a respeito dos direitos de transmissão do triênio 2012/2014. O Brasileiro de 2011 já é da emissora.

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Projeto do estádio corintiano e que pode ser bancado por empresa que dará nome a ele
"Fielzão"
O Corinthians pretendia construir o estádio somente com dinheiro emprestado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Seriam R$ 400 milhões financiados, com a construtora Odebrecht como fiadora. O dinheiro para quitar a dívida seria levantado quase todo com a venda do “naming rights”, produto que Rosenberg avaliou em R$ 300 milhões por dez anos (R$ 30 milhões por ano).

Com a indicação do estádio para a abertura da Copa do Mundo de 2014, será preciso fazer um projeto para 65 mil espectadores, e não mais 48 mil, o que aumentaria o custo em R$ 200 milhões, totalizando R$ 600 milhões. Essa diferença, a princípio, será bancada com um incentivo fiscal da prefeitura paulistana.

Para evitar que algum apelido, como “Fielzão”, pegue a atrapalhe a venda do “naming rights”, a diretoria corintiana já conversou com algumas organizadas para evitar o termo.

Colaboração de Bruno Winckler, iG São Paulo

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