Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

No Vasco, medo e desdém marcam entrevistas de ex-jogadores do Flu

Requisitados, Leandro e Diego Souza ignoram o passado. Ricardo Gomes é o único a assumir carinho pelo rival

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Qual o preço para se conquistar a torcida rival? Chegar em um clube trazendo no currículo identificação com o adversário requer muita habilidade. Em semana de clássico contra o Fluminense, Leandro, Diego Souza e Ricardo Gomes mediram bem as palavras para não se comprometer. Os três, com passagem pelas Laranjeiras, foram bastante requisitados nas entrevistas.

Os discursos foram dos mais variados. Teve de tudo: medo, carinho e indiferença. Mesmo quando não quer se comprometer, o jogador pelo menos responde que “é hora de fazer história no clube novo”. Porém, nem isso Leandro quis dizer. O atacante, em um mês e meio de clube, concedeu entrevista apenas na sua apresentação. Avesso ao contato com jornalistas, usou sua assessoria de imprensa para comunicar que não falaria sobre o assunto.

Temendo cobranças dos vascaínos, evitou comentar as recordações do período em que atuou pelo Fluminense. O jogador foi campeão carioca em 2005, transformando-se em um símbolo de garra daquela geração, ganhado, inclusive, apelido de Leandro Guerreiro. O jogador mandou pedir desculpas, optando pelo silêncio. Teme ser mal interpretado pela torcida do Vasco.

Contrastando com o atacante, o técnico Ricardo Gomes mostrou personalidade. Revelado pelo Fluminense aos 17 anos, integrou o time tricampeão estadual (83/84/85) e campeão brasileiro (84) dos anos 80. Foi nas Laranjeiras que as portas da Seleção Brasileira se abriram para o ex-zagueiro. E dela para o Benfica, de Portugal. Hoje, bem resolvido financeiramente, faz questão de dizer que a base no Fluminense o preparou para a vida.

“Tenho o maior orgulho e respeito pelo Fluminense. Aprendi muito ali. Foi onde, praticamente, me formei. Como atleta, como homem. Só tenho a agradecer ao Tricolor das Laranjeiras”, disse, sem titubear, o treinador.

Sua despedida do Fluminense, curiosamente, foi contra o Vasco, em 87. E foi também contra o Vasco que se sagrou campeão brasileiro. “Estamos falando de um clássico marcante na minha vida. Normalmente, havia muitos craques do outro lado, era Maracanã lotado. Não tenho na memória um clássico com estádio vazia”.

Quem também foi revelado nas Laranjeiras foi Diego Souza. Mas este, ao contrário do treinador, prefere deixar o Fluminense no passado. Promovido ao time profissional em 2004, era comandado por ninguém menos que Ricardo Gomes. Ficou só mais um ano no clube, transferindo-se, a exemplo do comandante, para o Benfica na temporada seguinte.

Na sequência, vestiu as camisas de Flamengo, Grêmio, Palmeiras e Atlético-MG. Foi longe das Laranjeiras que se criou profissionalmente. A relação do jogador e de seu pai não é boa com o Fluminense. Houve desgaste na sua venda para o futebol português. E o quadro piorou quando, em 2005, ele foi repatriado logo pelo Flamengo.

Em um Fla-Flu em Volta Redonda, no mesmo ano, Diego empata o jogo no último, tira a camisa e vai para o alambrado mandar a torcida tricolor fazer silêncio. Por esta e outras que o camisa 10 do Vasco reage com indiferença ao passado.

“Eu agradeço ao Fluminense por tudo. Fiz a base no clube, tive o meu momento no lá. Mas isso passou, sou grato, só que agora é hora de falar do Vasco. Não tive história como profissional. Não estou preocupado com a reação da torcida, quero a minha me apoiando. E se fizer gol, vou comemorar”.

Leia tudo sobre: vascofluminensecampeonato carioca 2011

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG