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No Vasco, Alecsandro critica diretoria do Internacional

Novo reforço do Vasco diz ter virado bode expiatório após derrota do Mundial de Clubes para o Mazembe

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Alecsandro foi apresentado oficialmente na tarde desta quinta-feira, em São Januário. Sorridente, o jogador demonstrou satisfação com a transferência. O motivo é simples: o fim de ano no Internacional não foi nada bom para o atacante. Pior: o jogador perdeu espaço, se viu envolvido em uma briga política e por isso pouco era aproveitado pelo técnico Celso Roth. Na chegada a São Januário, fez questão de esclarecer o motivo do seu esquecimento em Porto Alegre.

“Minha saída do Inter não foi por questão técnica, nada disso. Foram fatores extra campo. Depois da perda do Mundial (de Clubes), houve muita pressão, crise política, precisaram encontrar culpados. E eu fui considerado um dos culpados”, desabafa o novo reforço.

O Inter foi eliminado logo na estreia para o Mazembe, da República Democrática do Conco. Sem dúvidas, a maior zebra da história do time gaúcho. Alecsandro foi questionado, assim como Roth. A aposição do clube não conseguiu demitir o treinador, mas, segundo o jogador, sua pele não escapou das cobranças.

Divulgação
Alecsandro vestiu a camisa do Vasco pela primeira vez nesta quinta-feira
A vida seguiu. O atacante teve de se acostumar ao ambiente desfavorável no Beira-Rio. Porém, dois meses depois, outra ducha de água fria. Em fevereiro, o diretor-executivo do Vasco, Rodrigo Caetano, esteve em Porto Alegre tentando a contratação do jogador. A informação, à época, dava conta que o jogador recusou o convite. Alecsandro fez questão de esclarecer o mal entendido.

“Quando o Rodrigo Caetano me procurou, eu topei na hora. O Inter que não me liberou. Quis sair já naquela época”, revela o atacante.

No acordo feito com o jogador e seu ex-clube, ficou resolvido que os direitos econômicos do atacante são 60% do Vasco, 20% do atleta e 20% do clube gaúcho. Alecsandro perdeu apenas três dias de treino. Antes de retomar a conversar com o Vasco, estava em forma, apesar de não ser relacionado para os jogos.

Durante a coletiva, brincou, dizendo que ninguém na sala de imprensa estava ali para vê-lo falar, e sim para ver seus gols. “Tem uma vaga lá? Deixa eu ir para o treino. A bola está rolando? Quero jogar contra o Botafogo, domingo”, brincou Alecsandro, que logo recebeu a informação de Caetano, sentado ao seu lado e ao lado do presidente Roberto Dinamite, que seu nome acabara de ser inscrito no BID da CBF.

“Então, vamos para o campo”, devolveu o atacante, que concedeu entrevista enquanto Ricardo Gomes treinava o time no campo.

Num time repleto de grandes estrelas como Felipe, Leandro, Fernando Prass, Dedé, Bernardo e Diego Souza, ele diz que chega para ser mais um, não pensa no rótulo de craque. “Venho para ser mais um xodó. Não venho para ser dono de nada. Não posso pensar no eu, e sim no grupo. No futebol, só se ganha com o coletivo.”

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