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Jogador do Botafogo tem se destacado, enquanto estrela do Flamengo ainda segue com desempenho tímido

Muitos milhões, centenas de flashs e gravadores, e o reconhecimento mundial. Além dessas, muitas outras peculiaridades separam Ronaldinho Gaúcho e Renato Cajá fora dos gramados. Dentro, porém, o armador do Botafogo , de fala pausada e jeito humilde, vem levando vantagem sobre o meia do Flamengo , principal estrela do Campeonato Carioca e adversário na semifinal da Taça Guanabara.

Com quatro gols e quatro assistências, Renato Cajá se firmou entre os titulares do Botafogo nesta temporada. O meia, que chegou a pedir para deixar o clube em 2010 por falta de oportunidades, também leva a melhor nas estatísticas contra Ronaldinho Gaúcho, apesar do jogador do Flamengo ter disputado apenas três partidas. Gaúcho anotou um gol, de pênalti, e ainda não possui nenhuma assistência.

Porém, para o jogador do Botafogo, os números registram apenas um momento específico e qualquer comparação com o astro do Flamengo é rejeitada. "Esses números são reais, tenho trabalhado para isso, para fazer um grande campeonato, ser uma peça importante no esquema do Joel Santana. Mas não me comparo nunca com o Ronaldinho Gaúcho, ele está muito acima. É um gênio, me espelhava muito nele quando comecei a jogar futebol", revelou Renato Cajá.

Na comparação entre os dois armadores, uma das estatísticas que mais chama a atenção é a roubada de bola sofrida. Segundo dados da Footstats, enquanto o jogador do Botafogo foi desarmado 26 vezes em sete partidas, média de 3,7 por jogo, Ronaldinho perdeu a bola 29 vezes em três partidas, média de 9,7 por jogo, quase o triplo.

Em outra especialidade de Gaúcho, o drible, ele também acaba derrotado. Foram três fintas corretas em três jogos, média de uma por partida, contra 10 dribles de Renato Cajá em sete jogos, média de 1,4 por jogo. O jogador do Botafogo também leva a melhor no percentual de passes acertados, com 87,2% contra 83,3% de Ronaldinho Gaúcho.

Apesar do bom momento, Renato Cajá sabe que uma atuação ruim no clássico pode mudar tudo. Por isso o meia do Botafogo promete esforço máximo na partida. "É em um momento desse que a gente precisa se firmar no coração da torcida. É um jogo importante, decisivo pra gente, pela rivalidade desses anos. O Flamengo vai vir mordido por ter perdido a decisão do ano passado. Temos que se entregar totalmente nessa partida", finalizou Cajá.

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