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No dérbi deste domingo, rivais decidem quem manda no Pacaembu

Depois de oito anos, Palmeiras e Corinthians fazem mata-mata na casa dividida

Bruno Winckler, iG São Paulo |

O mais tradicional clássico da capital paulista volta a mexer com os corações de milhões de palmeirenses e corintianos neste domingo, às 16 horas, no Pacaembu. O estádio, que terá 95% de torcedores do Palmeiras, é a tradicional casa corintiana e é, desde a metade de 2010, o palco principal do lado verde da rivalidade. E neste dérbi, além de uma vaga na final do Paulistão, está em jogo o domínio no estádio dos dois rivais por pelo menos os dois próximos anos (enquanto os estádios da dupla não são erguidos).

Muita polêmica envolveu a escolha do Pacaembu como palco da semifinal. Por mais que venham mandando a maioria dos seus jogos no estádio desde que o Palestra Itália fechou para as obras da Nova Arena, os palmeirenses admitiram que pela história de jogos do Corinthians no local, o estádio é muito corintiano. Com melhor campanha, o Palmeiras terá o privilégio de ter a maioria da torcida. O empate leva o jogo para os pênaltis. No lado corintiano, apenas 2 mil torcedores poderão assistir ao jogo, que ao contrário dos últimos dérbis, não terá o tobogã cedido ao time visitante.

Os palmeirenses, que tiveram de aceitar a recomendação da Federação Paulista para jogar no Pacaembu, passaram até por terapia para aceitar que apesar dos anos de uso do Corinthians, o estádio é municipal, da cidade de São Paulo.

“Pacaembu é da prefeitura, é de São Paulo. Hoje estamos sem casa, mas foi um lugar que o Palmeiras ganhou muito. É um aproveitamento de mais de 60% jogando no Pacaembu, foi campeão em 1994 (brasileiro, contra o Corinthians), campeão da inauguração do Pacaembu”, lembrou o goleiro Deola.

De acordo com levantamento do Palmeiras, o clube tem um aproveitamento de 68% dos pontos disputados nas 1419 partidas que jogou lá.
Se no Palmeiras aceitou-se melhor o fato de jogar no Pacaembu por conta dos números positivos, os corintianos não reclamaram mesmo jogando com poucos torcedores. O Morumbi foi descartado e só por isso o clube se considera vitorioso. No Pacaembu, em clássicos, o Corinthians não perde desde outubro de 2006. A última derrota foi para o Santos. De lá para cá, foram 14 jogos, com 12 vitórias e dois empates.

Futura Press
Liedson treinou cobrança de falta antes do clássico e já está confirmado entre os titulares
“Preferíamos ter pelo menos metade da torcida, mas é a regra do jogo. Vamos jogar pelos 2 mil que estarão lá e pelos 30 milhões que vão estar assistindo”, disse o técnico Tite.

A última vez que Corinthians e Palmeiras se enfrentaram em um mata-mata foi em 2003, também na semifinal do Paulistão. Naquela ocasião, em dois jogos, o Corinthians se deu melhor e foi para a final com o São Paulo. “A gente espera que se repita essa história”, disse Liedson, artilheiro do time que esteve naqueles dois jogos que terminaram em um empate por 2 a 2 e numa vitória por 4 a 2. Liedson está confirmado entre os 11 titulares. Tite não tem problemas de suspensão ou lesão para escalar a equipe, que terá força máxima.

No Palmeiras, Luiz Felipe Scolari se calou nessa semana. Nem a tradicional entrevista coletiva de sexta-feira foi concedida pelo treinador. Desta forma, há a dúvida de Deola continuará na equipe ou se Marcos, reserva na última partida, volta à equipe. Fora esta dúvida, a equipe deverá ser a mesma que passou pelo Mirassol nas quartas de final.

FICHA TÉCNICA – PALMEIRAS x CORINTHIANS
Data: 1º de maio de 2011, domingo
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Assistentes: Vicente Romano Neto e Alex Alexandrino
PALMEIRAS: Deola (Marcos), Cicinho, Thiago Hleno, Danilo e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Valdivia e Tinga; Kleber e Luan. Técnico: Luiz Felipe Scolari
CORINTHIANS: Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Bruno César e Jorge Henrique; Dentinho e Liedson. Técnico: Tite

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