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Na Udinese, filho de Kadafi hospedava cadela em suíte de luxo

Porteiro de hotel onde Al-Saadi morou durante seus nove meses em Udine revela as extravagâncias do líbio

Francisco De Laurentiis, iG São Paulo |

A passagem de Al-Saadi Kadafi, filho do ditador líbio Muamar Kadafi, pelo futebol italiano foi marcada por fiascos e histórias curiosas: com passagens por três times (Perugia, Udinese e Sampdoria), o atacante entrou em campo em apenas duas partidas oficiais. Apesar dos péssimos números, Al-Saadi tinha pompa de estrela - chegava aos treinos de limusine e andava sempre cercado de seguranças. Suas extravagâncias atingiram o ápice durante os nove meses em que atuou pela Udinese. Morando em um hotel da cidade, o líbio hospedava sua cadela em uma suíte de luxo, e comprava o estoque de leite da hospedaria para sua mulher poder se banhar na bebida.

As revelações sórdidas foram feitas por Ivano Molinaro, antigo porteiro da noite do hotel “Là di Moret” (quatro estrelas, ainda em atividade), em seu livro C'ero anch'io (“Eu estive lá”, ainda não lançado). Segundo Molinaro, Al-Saadi, apesar de muçulmano, usava seu jato particular para levar colegas da Udinese à casa noturna Crazy Horse, em Paris, sua favorita. Não à toa, o filho do ditador da Líbia atuou apenas uma vez com a camisa do time de Udine: jogou 10 minutos contra o Cagliari, perto do fim da temporada 2005/06 do Calcio.

A maior loucura de Kadafi, no entanto, era o tratamento dado a Dina, sua cadela da raça Doberman. De acordo com o ex-porteiro, a suíte 603 do “Là di Moret” era reservada para a mascote, que dormia na cama, e seu adestrador, que tinha que repousar no tapete. A cadela tinha direito a serviço de quarto e, conforme relata Molinaro, comia arroz pilaf (com vegetais), filé mignon da melhor qualidade e cenouras selecionadas. Al-Saadi também não gostava de ficar longe da cadela: quando estava fora de Udine, ligava para o hotel e pedia que levassem Dina até onde estava, não importava como.

Getty Images
Al-Saadi participa de festa em 2005, ano em que estava na Udinese. A temporada já havia começado

Banho de leite, guarda-costas e “bunga-bunga”
O autor de C'ero anch'io ainda fala sobre a esposa de Al-Saadi, uma “bela mulher”, segundo Ivano Molinaro. A senhora Kadafi tinha o costume de banhar-se em leite, hábito patrocinado por seu marido. No entanto, conta o ex-porteiro, o dono do hotel ficava muito irritado com o “sumiço” do estoque dos lácteos, que ainda eram usado pelos Kadafi para fazer cappuccino.

AP
Al-Saadi no banco da Udinese, antes de jogo contra o Cagliari. Foi sua única partida pelo time
Os depoimentos de Molinaro sobre a personalidade de Al-Saadi Kadafi, porém, não batem com o do ex-companheiro de time do líbio, o brasileiro Zé Maria. Segundo disse o lateral ao iG, o filho do ditador era “um cara tranquilo, simples e gente boa”. O autor italiano diz que Al-Saadi era agressivo e rude com seu staff, formado por motoristas, guarda-costas e secretárias – ele alega ter visto Kadafi dar um chute no traseiro de um de seus seguranças.

Por fim, Molinaro ainda diz que o filho de Muamar Kadafi gostava de bebidas caras, como vinho Sassicaia e champanhe Krug, além de caviar Beluga. Segundo o italiano, Al-Saadi também era fã dos “bunga-bungas” – festas com (muitas) jovens mulheres e poucos homens. Tais celebrações ficaram famosas graças ao primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, envolvido em diversos escândalos. Vanguardista, porém, Al-Saadi já era adepto do “bunga-bunga” desde seus tempos de Udinese.

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Al-Saadi (esq.) deixava a mulher no hotel e ia encontrar beldades como a ex-tenista Anna Kournikova

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