Técnico explicou que começou a treinar depois dos rivais para dar descanso aos atletas e evitar lesões

Mano Menezes faz na Argentina seu primeiro torneio oficial com a seleção brasileira
Mowa Press
Mano Menezes faz na Argentina seu primeiro torneio oficial com a seleção brasileira
Para Mano Menezes, a Copa América não é um teste de seu trabalho. No comando da seleção brasileira há 11 meses, período no qual fez oito jogos (com cinco vitórias, um empate e duas derrotas), a competição continental será sua primeira oficial das quatro que terá até chegar a mais importante, a Copa do Mundo de 2014 (antes tem os Jogos Olímpicos, em 2012, com um time sub 23, e a Copa das Confederações de 2013).

Não ter vencido os “grandes” que enfrentou (perdeu dos argentinos e franceses e empatou com a Holanda) deixou Mano inquieto e a projeção de uma derrota caso trombe com a Argentina na decisão faz com que o treinador teorize: a Copa América é “apenas” um torneio para ter referência de como seu esquema 4-3-3 está evoluindo.

“Não é um teste do meu trabalho. Vamos considerar uma etapa do meu trabalho, uma referência, para sairmos com valores mais significativos de avaliação. Em uma competição como essa você se afirma dentro dela”, disse Mano Menezes.

A relação do treinador com a imprensa é boa, bem diferente do antecessor Dunga, que vivia às turras com os jornalistas. Mas os dois primeiros jogos que fez em território brasileiro e as vaias que a seleção recebeu em Goiânia, no empate contra a Holanda, e em São Paulo, na vitória por 1 a 0 sobre a Romênia na despedida de Ronaldo, deixaram o treinador na defensiva .

Por exemplo: uma simples pergunta sobre o período de treinos fez com que ele começasse a explicar o motivo de a preparação da seleção ter começado depois dos outros 11 rivais da Copa América. A Argentina treina desde 8 de junho, enquanto o Brasil se apresentou dia 20 de junho para exames médicos.

“Não foi possível treinar antes porque a Copa América só começa agora. Decidimos dar férias para os jogadores que atuam na Europa para equilibrar, porque havia o risco de lesões. Espero que estejamos no mesmo nível, ou até melhor, do que os adversários”, disse Mano. Os 17 jogadores “europeus” foram liberados para descansar depois de 7 de junho, dia do jogo contra a Romênia.

Sim de primeira

Em encontro com o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, no dia da apresentação para o torneio, no Rio de Janeiro, Mano ouviu da boca do presidente que o resultado da Copa América não será definitivo para análise do seu trabalho. E que ele fica até a Copa do Mundo de 2014.

Mano está prestigiado com Teixeira por um motivo simples: aceitou na primeira ligação o convite feito, depois que Muricy Ramalho rejeitou a oferta porque o Fluminense não topou liberá-lo. O agora treinador santista demorou para dar o não e irritou Teixeira.

Menezes aceitou de primeira, sem ouvir o salário que receberia e antes até de falar com o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez – o que não foi um problema, porque Sanchez era o principal cabo eleitoral de Mano na seleção e já havia um acordo de que o técnico só deixaria o Parque São Jorge antes do final do contrato para a seleção.

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