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Futebol
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Na Argentina com filho, Neymar pai é a ponte do jovem para as ofertas

Ele viaja para todos os lugares que Neymar vai jogar e, na seleção, tem o aval de Mano Menezes para encontrá-lo às vezes

Marcel Rizzo e Paulo Passos, enviados iG a Los Cardales |

Gazeta Press
Neymar pai, à esquerda, participa até das entrevistas coletivas do filho com o presidente Luiz Álvaro
O restaurante La Cabaña, no tradicional centro comercial de Puerto Madero, em Buenos Aires, aparece em dez de dez dicas turísticas de local para comer bem na capital argentina. Por isso sempre está cheio de brasileiros, que invadem a cidade todos os invernos, a ponto de os garçons arriscarem palavras em português ao anotarem os pedidos. Foi ali, sentados em uma mesa de canto, isolados pelos funcionários, que Neymar pai e Neymar  filho almoçaram na última segunda-feira à tarde.

O craque garoto da seleção brasileira estava de folga, concedida um dia depois de uma atuação ruim contra a Venezuela, no empate sem gols da estreia na Copa América da Argentina, e aproveitou para matar a saudade do pai. Só que Neymar da Silva Santos não estava ali por acaso ou apenas porque o herdeiro descansava: ele acompanha o filho em todas as viagens que o garoto faz.

Seja para um jogo de primeira fase de Campeonato Paulista, em cidade do interior com trajeto de carro, seja para a disputa da primeira competição oficial com a camisa da seleção. Se no começo isso servia para proteger o garoto de empresários oportunistas, agora a função é outra: acalmá-lo e informá-lo de como estão as negociações com os maiores clubes do mundo.

“O pai encontra o Neymar nos momentos de folga, ou até mesmo faz uma visita ao hotel no qual ele está, em um momento que se possa fazer isso. Ele está ao lado dele para todo o apoio, uma conversa que seja precisa, um conselho. É importante e o Mano dá total liberdade”, disse ao iG o empresário de Neymar, Wagner Ribeiro.

Ribeiro também chegará à Argentina até o final da semana para no sábado (9 de julho) assistir ao jogo contra o Paraguai, 16 horas, em Córdoba. Tudo isso depois de ter reuniões no Brasil com diretores do Real Madrid e até do Barcelona. “Não vamos falar de negociação agora. O foco do garoto é a seleção”, desconversa Ribeiro. Mas quando Neymar disse na entrevista coletiva desta quarta-feira estar alheio às negociações com Real Madrid e Barcelona, exagerou um pouquinho. No almoço com o pai, por exemplo, soube dos elogios que o presidente do Barça, Sandro Rossel, fez a respeito dele quando dirigente e genitor estiveram juntos, em outra churrascaria portenha, dias antes .

A joia

Neymar, o filho, é tratado como pedra preciosa pela família, por Ribeiro e pelo Santos desde pequeno. Na cidade do litoral paulista, já era famoso com 14, 15 anos, jogando futebol de salão e com jogo transmitido pela TV. Desde essa idade, o pai não desgruda dele. No começo o objetivo era espantar agentes interesseiros, que poderiam assediá-lo. Agora, isso mudou: na Argentina, são diretores de clubes que procuram o para saber se podem contar com o garoto em futuro próximo.

O pai viajou, por exemplo, para o Peru, durante o sul-americano sub 20. Quando não pode ver treinar, passeia, mas também fica atento a tudo que falam sobre o filho. Depois da atuação irregular contra a Venezuela, na estréia da Copa América, deu até uma mini entrevista coletiva para defendê-lo e criticar o técnico da Venezuela, César Farías, que intimidou o camisa 11 na saída para o vestiário, reclamando que o santista não teve “fair play” quando um rival estava caído.

“Tudo agora é em cima do Neymar. Nunca vi um treinador gritar com jogador de outro time”, disse o pai.

Getty Images
Neymar pai viaja com o filho desde que ele era criança e só jogava pelo interior paulista
Ele normalmente não fica hospedado no mesmo hotel, para evitar constrangimento ao elenco e à comissão técnica, já que os encontros seriam rotineiros. Na Argentina está hospedado em Buenos Aires, distante 60 km de Los Cardales, pequena cidade na qual fica o hotel concentração. Em Londres, no final de março, durante o amistoso contra a Escócia, Neymar pai estava em hotel ao lado do chique The Dorchester e aproveitou o final de semana para jantar com empresários ligados a Wagner Ribeiro, como Carlos Leite, agente de Mano Menezes, e Pini Zahavi, israelense que tem contatos no Chelsea, clube que sonhava com Neymar e aparentemente desistiu com o assédio de Real e Barcelona.

Depois dos dois jogos em Córdoba (dia 13 de julho o rival será o Equador), Neymar pai volta ao Brasil com Ribeiro, quando a situação contratual do garoto deve finalmente ser resolvida: fica no Santos, é vendido agora, só sai depois do Mundial de dezembro, no Japão? O pai garante que não sabe e que só quer retornar a Buenos Aires, ao La Cabaña e ver o filho ser campeão da Copa América, dia 24 de julho, comendo bife de chorizo e lomo temperado.
 

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