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Futebol
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Mustafá põe parte social à frente do futebol no Palmeiras

Ex-presidente diz que área social é "a razão de existência do clube" e tenta explicar resistência à Arena

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Entrevistado por um programa de internet feito por torcedores e conselheiros do Palmeiras , o ex-presidente do clube Mustafá Contursi afirmou que a área social da instituição é a razão da existência da agremiação, e não o futebol.

Apesar do departamento de futebol profissional ter sido responsável por 87% da receita do clube no mês de março , por exemplo, o dirigente disse que um dos motivos que o fez discutir o contrato da WTorre era a falta de uma alameda que ligasse duas partes do clube, que, segundo ele, não fazia parte do projeto apresentado pela empresa.

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“Algumas coisas do contrato precisavam ser ajustadas. Eram dois riscos grandes. Afirmo sem nenhuma dúvida que eles (WTorre) poderiam vender tudo das cadeiras cativas. Ou determinar qualquer tipo de comercialização. E a gente teria a obrigação de pagar para usar. Isso significa que nos dez primeiros anos, quando receberíamos em torno de 10% das verbas, poderia haver uma inviabilização das nossas receitas. A outra parte perigosa é que o clube social, que é a razão de existência do Palmeiras, independente do time do futebol, nós temos que ter...” disse Mustafá antes de ser interrompido pelo apresentador do programa “Famiglia Palestra”, que perguntou se a frase não deveria ser o inverso, colocando o futebol à frente do social.

“Não. Quero me explicar. O clube social é centralizador da administração do clube. Hoje, ele está separado em dois bolsões, com uma empresa com direito ao uso da superfície sob uma área, dividindo o clube em duas partes e não teríamos acesso de uma parte a outra. Fator mais grave: eles podem transferir esse contrato para qualquer outra empresa. Está aqui nos documentos. Ou eles ou qualquer outra empresa podem impedir a ligação entre as duas partes do clube, se houver qualquer divergência ou conflito. E isso foi debatido, entre outras coisas menores”, disse o ex-presidente, tentando explicar sua declaração que causou polêmica entre os torcedores.

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Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras e homem influente na política atual do clube

Mustafá Contursi criticava publicamente o acordo feito entre WTorre e Palmeiras. Para ele, vários pontos precisavam ser alterados para que o clube tivesse mais benefícios. Na última polêmica, o presidente Arnaldo Tirone acabou assinando a nova escritura após conseguir que o clube não teria de pagar para usar cadeiras cativas e também vagas no estacionamento , fatos que antes estavam previstos em contrato. Os empresários envolvidos com a companhia também deram garantias pessoais para um eventual problema financeiro nas obras.

Sobre a alameda que liga as duas partes do clube, a WTorre afirma que haverá, sim, um caminho que circula o estádio, que daria acesso aos sócios das duas partes, independente da nova arquitetura do clube. Mustafá afirma que isso não está previsto no projeto entregue ao clube, logo, pode não acontecer.

Mustafá é alvo de críticas por falta de investimento no futebol
O ex-presidente do Palmeiras se define como um "belo economista" e "um dirigente que sempre prezou pela austeridade econômica pessoal, e também das instituições que dirigiu". Mustafá sempre tomou cuidado ao investir no futebol e foi responsável pela política que ficou conhecida como “bom e barato”, segundo a qual o futebol recebia pouco investimento. No mesmo programa, ele afirmou que, no início, seu jeito de gerir era elogiado e que, depois, passou a ser alvo de críticas por parte da imprensa e que hoje virou forma de deboche.

Ainda no quesito de estrutura que oferecia para o futebol, Mustafá chegou a ser criticado de forma indireta pelo então técnico Émerson Leão. O treinador reclamou das condições da Academia de Futebol, onde o time treinava. Foi aí que o presidente Affonso Della Mônica, que sucedeu Mustafá, resolveu investir nas reformas que ajudariam o futebol do clube e não alteraria em nada a parte social.

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