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Muricy Ramalho lamenta falta do Maracanã na Libertadores

Treinador sentiu na pela a força da torcida do Fluminense em 2008 e pede comparecimento em massa ao Engenhão

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

Quem não se lembra da festa que o torcedor do Fluminense proporcionou no Maracanã, na campanha do vice-campeonato da Libertadores de 2008. Técnico do São Paulo à época, Muricy Ramalho se lembra bem. Principalmente do dia 21 de maio, uma quarta-feira em que o Fluminense venceu o jogo de volta pelas quartas-de-final, por 3 a 1, e adiou o sonho do treinador de conquistar a competição. Muricy sabe o quanto o Maracanã fará falta este ano, mas faz um apelo ao torcedor do Fluminense.

“O Maracanã faz falta demais. Mas o torcedor tem que entender que Engenhão agora é a nossa casa. Sabemos das dificuldades de chegar lá, a falta de hábito, mas precisamos muito do apoio do nosso torcedor. Ele fez a diferença em 2008, e pode fazer novamente agora”, disse.

Mas não é de hoje que Muricy Ramalho lamenta o fechamento do estádio. Com uma campanha arrasadora no Maracanã no primeiro turno do Brasileiro do ano passado, o treinador aposta que se o Fluminense tivesse jogado todas as partidas lá o tricampeonato teria vindo com antecedência.

“Eu acho que faltou bom senso naquele momento. Eles poderiam ter esperado o Campeonato Brasileiro terminar, até porque as obras começaram bem depois do fechamento. Se tivéssemos o Maracanã, tenho quase certeza de que teríamos conquistado o Brasileiro antes”, afirmou o treinador.

Se o falta do ex-maior do mundo incomoda, a arbitragem parece não preocupar Muricy Ramalho para a estreia do Fluminense contra o Argentino Juniors, nesta quarta-feira, no Engenhão. Segundo o treinador, na Libertadores o jogo corre solto e os árbitros não marcam qualquer faltinha como acontece no futebol brasileiro.

“Temos que orientar os jogadores porque nessa competição a arbitragem é diferente. Os brasileiros dizem que não, mas até eles mudam a maneira de apitar quando são escalados na Libertadores. Não adianta ficar pedindo falta toda hora e querer parar o jogo, porque a partida corre diferente de um Carioca e um brasileiro. Aqui a gente não consegue mais jogar, pois eles por qualquer contato”, explicou Muricy, que lembra bem como era complicado ganhar fora de casa na sua época de jogador.

“Eu joguei a Libertadores e antes a gente ia jogar lá fora contra os argentinos e uruguaios sabendo que ia perder. Hoje não, existem erros, mas não é uma coisa premeditada e os erros são normais. Por isso, os times menos tradicionais como o Once Caldas e a LDU conseguiram vencer a competição. Hoje a arbitragem é correta e saudável, naquela época era totalmente política”, lembra o treinador.
 

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