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Futebol
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Muricy Ramalho e Peter Siemsen não falam mais a mesma língua

Segundo emissora de TV, divergências com o presidente podem acarretar na saída do treinador após Fla-Flu

Marcello Pires, iG Rio de Janeiroo |

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O presidente Peter Siemsen, que não vê com bons olhos a permanência de Alcides Antunes no futebol
Não há mais como negar. Por mais que todos tentem esconder, o presidente Peter Siemsen e o técnico Muricy Ramalho não falam mais a mesma língua nas Laranjeiras. O clima anda tão pesado nos bastidores do Fluminense que, segundo informações divulgadas pela “TV Bandeirantes” nesta sexta-feira, o treinador estaria inclusive pensando em entregar o cargo após o Fla-Flu do próximo domingo.

Embora a diretoria do clube tenha enviado uma nota à imprensa negando que exista qualquer tipo de problema entre o presidente e o treinador, o fato é que a bomba está prestes a explodir no clube. O imbróglio começou assim que Peter Siemsen tomou posse em janeiro. O FluSócio, grupo político que ajudou a eleger o novo presidente, sempre se mostrou contrário a permanência do vice de futebol Alcides Antunes. No entanto, o dirigente sempre teve o apoio do presidente da patrocinadora, Celso Barros, e a simpatia dos jogadores e do técnico Muricy Ramalho.

Mesmo contra sua vontade, Peter teve que engolir Alcides à frente do futebol. Mas, com a eliminação na Taça Guanabara e os maus resultados obtidos nos três primeiros jogos da Libertadores, começaram os boatos sobre uma suposta briga entre Alcides e Muricy, negada por ambos mais de uma vez, e que parece não ter ocorrido de fato, e da iminente queda do vice de futebol após a partida contra o América, do México, o que acabou não acontecendo.

Daí em diante, os boatos nos corredores das Laranjeiras só aumentaram. Mas o fato é que apesar de levar o Fluminense ao tricampeonato brasileiro no ano passado e gozar de muito prestígio juntos aos jogadores, torcedores e parte da diretoria, Muricy Ramalho jamais deixou que a conquista de 2010 encobrisse os erros administrativos e, principalmente, a falta de estrutura, que inclui o Centro de Treinamento e de uma academia aparelhada.

“Não dá mais para o atual campeão brasileiro treinar na estrutura das Laranjeiras. Nossos profissionais são bons, mas muitas vezes precisam sair pela cidade procurando por uma academia aparelhada para fazer a recuperação dos jogadores. Isso não existe”, lamentou Muricy, durante a pré-temporada de janeiro, em Mangaratiba.

Nesta sexta-feira, ao ser perguntado se Emerson começaria o Fla-Flu como titular, Muricy disse que não sabia, e ao justificar as razões, aproveitou para dar mais uma espetada no gramado das Laranjeiras.

“Vamos esperar até a hora do jogo para saber como ele está. Quem não joga treina mais do que os outros. E depois de dois treinos duros que tivemos, temos de ver como ele está, principalmente em nosso campo, que é ruim”, reclamou Muricy.

O técnico estava afiado e, na resposta seguinte, relacionada a uma pergunta sobre a perda da hegemonia dos títulos estaduais para o Flamengo, cobrada pelo presidente, o técnico mandou um recado para Peter Siemsen.

“A gente não fez parte destas coisas do passado. Para mim, o próximo jogo é sempre o mais importante da minha vida. O presidente tem que torcer”, disse.

 

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