Treinador gostou da atuação do Santos no clássico, mas espera por jogos atrasados para pensar em título

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A vitória contra o Corinthians , o sétimo jogo sem perder, e a possibilidade cada vez mais real de se aproximar da briga pelo título do Campeonato Brasileiro ficaram em segundo plano na avaliação de Muricy Ramalho neste domingo. Para o treinador, o mais importante que o time mostrou no Pacaembu foi o futebol que levou o Santos a ganhar o Campeonato Paulista e a Copa Libertadores no primeiro semestre.

"A equipe está voltando no momento certo a jogar bem, em velocidade, que é o seu estilo, e a ser ofensiva", comemorou o treinador. Ao ser questionado se o Corinthians poderia ter decidido o jogo no primeiro tempo por ter criado maior número de oportunidades de gols, o treinador santista discordou. "As principais defesas do primeiro tempo foram do goleiro do Corinthians. Não houve domínio do adversário. O nosso time sempre foi perigoso e teve chance de virar o marcador ainda na primeira etapa".

Sem disfarçar a satisfação pelo futebol de alto nível que o time mostrou no segundo tempo, Muricy acha que ainda é cedo para colocar o Santos entre os principais concorrentes ao título. Ele argumenta que primeiro é preciso igualar o número de jogos (tem dois a menos) e se aproximar dos líderes. "O Campeonato Brasileiro é complicado. Para que isso aconteça (entrar briga pelo título) precisamos encaixar um bom número de vitórias e encurtar a distância para os primeiros colocados", desconversou o comandante santista.

Muricy explicou que, por pouco, não foi obrigado a deixar o artilheiro Borges - que detém a incrível média de 0,85 gol por partida, com 17 gols em 20 jogos - fora do clássico. "Ele teve uma forte gripe, tomou muito remédio nos dois últimos dias e estava debilitado. Só por isso tive que substituí-lo, mas felizmente o garoto Felipe Anderson entrou bem no time e não perdemos a velocidade pelo lado do campo, com a passagem de Alan Kardec para o meio (no lugar de Borges)".

O treinador santista disse que está impressionado pela fácil adaptação de Alan Kardec à nova função, saindo da área para ajudar o meio-de-campo na armação das jogadas. "Eu pensava que Kardec só jogasse como no Vasco, Internacional e Benfica, mas, no dia a dia dos treinos ele mostrou ser um jogador inteligente e que sabe se posicionar bem nos espaços livres. Quando eu perdi o Ganso, tinha que encontrar uma solução e não imaginava que pudesse ser ele. Além de criar para os companheiros, Kardec ainda divide com Borges a responsabilidade de jogar adiantado, na área", concluiu Muricy.

Retorno

Ibson não esteve entre os destaques da vitória do Santos por 3 a 1, mas saiu de campo satisfeito por ter voltado ao time, depois de quase um mês fora. "Para mim a vitória tem um significado especial porque estava voltando contra o Corinthians depois de quatro semanas parado para tratar do problema na coxa", disse o meia. "Retornar com vitória dá mais confiança".

Para o ex-flamenguista, daqui para frente vai ser difícil segurar o Santos. "Voltamos de vez ao Campeonato Brasileiro. Sabemos das dificuldades da competição, mas vamos brigar pelo título". Ele tem consciência de que ainda não rendeu o esperado, mas pede a compreensão do torcedor. "O futebol russo é diferente do brasileiro e vou precisar de um pouco mais de tempo para me readaptar", explicou Ibson, que defendia o Spartak Moscou antes de ser contratado pelo Santos.

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