Com vários jogos adiados, treinador santista agora rejeita folga: "nesse momento, nós precisamos jogar"

Desde que ganhou a Libertadores, há cerca de um mês, o Santos começou a viver a expectativa pela disputa do Mundial de Clubes, no final do ano. No entanto, o Campeonato Brasileiro é tido por todos na Vila Belmiro como prioridade até a competição, em dezembro. Por isso, o técnico Muricy Ramalho descarta, ao menos num futuro próximo, poupar atletas para o torneio.

Segundo o treinador, que pegou como exemplo a atitude do São Paulo quando esteve nesta situação (em 2005, o clube do Morumbi deu um mês de férias a seu elenco principal, em meio ao Brasileiro), o clube da Baixada não precisa do mesmo procedimento, já que pouco vem atuando.

"Depois que ganhamos a Libertadores, nós estamos mais treinando do que jogando. O São Paulo optou por fazer isso porque teve uma maratona de jogos, mas a gente tem jogado muito pouco. Nesse momento, nós precisamos jogar", analisou.

O comandante, no entanto, não negou que possa utilizar o mesmo método caso sinta os seus atletas cansados no decorrer da temporada.

"Não posso dizer que estamos sobrando fisicamente, mas estamos bem. Se perto da competição a gente sentir que tem algum jogador que precisa descansar, o que hoje em dia é muito fácil de perceber, o pensamento pode mudar. Mas hoje não pretendo fazer isso", completou.

Em tempo, na última sexta-feira, Paulo Henrique Ganso e Elano voltaram a treinar com o grupo de jogadores. Neymar, outro que estava com a seleção na Copa América, ganhou mais um tempo para descansar, se reapresentando apenas na segunda.

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