Tamanho do texto

Diretores dão versões contraditórias para explicar confusão com palco de jogo diante do São Paulo, agora agendado para o Pacaembu

Inicialmente, o clássico entre Palmeiras e São Paulo , no dia 27 de novembro, estava marcado para a Arena Barueri, mas precisou ser remarcado para o Pacaembu em cima da hora. Por sorte, o Santos decidiu mandar seu jogo contra o Bahia na Vila Belmiro, não na capital paulista, e o estádio municipal "sobrou” para receber o clássico. O motivo da grande confusão ainda é desconhecido até pela diretoria palmeirense.

O iG apurou que dirigentes culpam Marcos Bagatella, gerente financeiro, por não ter oficializado a intenção de atuar na região metropolitana de São Paulo. Mesmo assim, ele ordenou que todos os trâmites burocráticos fossem feitos pelo gerente administrativo, Sérgio do Prado. Toda a movimentação causou um grande desconforto interno.

Sem a oficialização, a Arena acabou reservada para outro evento e a mudança acabou sendo feita de última hora. Anteriormente, o Santos iria atuar no Pacaembu, mas a desistência permitiu que o Palmeiras não precisasse procurar estádios no interior do Estado.

Veja também: Bagunça financeira põe financeiro do Palmeiras em saia justa

Em contato com o iG , Marcos Bagatella disse que não pode dar entrevistas, apesar de já ter falado anteriormente com a reportagem quando teve seu nome envolvido na polêmica do cupom fiscal . A pedido dele, foi feito o contato com o vice-presidente financeiro, Walter Munhoz, que disse desconhecer o problema de coincidência de datas.

“Não conheço esse problema de datas. A gente preferiu jogar no Pacaembu”. Mas se essa era a preferência desde o início, por que o pedido para mudança de local? “Nós entendemos que é melhor jogar um clássico no Pacaembu”, limitou-se a dizer o dirigente.

Outro que cuidou da movimentação foi o gerente administrativo Sérgio do Prado. Ele admite que houve o pedido de mudança de local por duas vezes, sempre atendendo ao pedido da diretoria e da comissão técnica.

Leia também: César Sampaio recebe elogios de Luiz Felipe Scolari

“Eu não tenho poder de decisão. Apenas atuo junto a Prefeitura, Federação e Confederação após o pedido da diretoria e da comissão. Inicialmente, me pediram e eu fiz a mudança do jogo para Barueri. Mas tivemos um problema hoje (quarta) e aí mandamos de volta para o Pacaembu, mais uma vez atendendo ao pedido da diretoria”, explicou Sérgio do Prado.

Antes de Arnaldo Tirone assumir a presidência, toda a conversação entre clube e local de jogo era centralizada nas mãos de Sérgio do Prado. Ele fazia a conversação e a negociação financeira entre o local do jogo e clube. Atualmente, o gerente apenas entra em contato com federações após toda a negociação ser costurada por Walter Munhoz e Marcos Bagatella.

Por fim, a administração da Arena Barueri afirmou que chegou a se mobilizar pelo clássico, mas que o problema de agendas foi determinante.