Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

MP aguarda resposta do Corinthians sobre terreno do Fielzão

Ministério Público exige que clube se comprometa a cumprir acordo para autorizar o início das obras

Bruno Winckler, iG São Paulo |

O Corinthians e a Prefeitura de São Paulo têm em mãos a minuta de um acordo proposto pelo MPE (Ministério Público Estadual) sobre o terreno de Itaquera onde deve ser construído o estádio corintiano, previsto para receber a abertura da Copa de 2014 .

O MPE, por meio do promotor José Carlos Freitas, em reunião na quarta-feira, apresentou a proposta para tentar dar um fim no imbróglio a respeito da cessão do terreno ao clube. Segundo o governador Geraldo Alckmin, somente esse problema impede o início das obras, que podem ser atrapalhadas pelas chuvas de verão .

“Propusemos uma contrapartida ao Corinthians e à prefeitura em relação ao tempo em que o terreno esteve no poder do clube e nada foi feito. Enquanto não houver um acordo, nada será feito no local”, disse Freitas, ao iG.

Cedido pela prefeitura em 1988 ao Corinthians, o terreno de Itaquera deveria ter sido usado para construir um estádio nos primeiros cinco anos do início da concessão, que dura 90 anos. Por causa do não cumprimento do acordo, o MP paulista tenta agora que o Corinthians ressarça o município.

Dutos da Petrobras passam sob o terreno, o que complica ainda mais o panorama .

A primeira punição deveria ser uma multa superior a R$ 6 milhões, a ser paga pelo Corinthians. Esse valor pode ser convertido em ações sociais por parte do clube. “Já enviei uma minuta desse possível acordo para o Corinthians e para a prefeitura analisarem. Eles precisam voltar para mim com tudo assinado. Só assim para terem a autorização para o início das obras”, disse Freitas.

De acordo com o Corinthians, o acordo com o MPE está próximo. Na sua última coletiva de imprensa, no dia 15, Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing que comanda as negociações do estádio, tudo sairá bem. Ele nega, contudo, que o valor a ser pago seja de R$ 6 milhões e aposta em um acerto com a tal contrapartida social.

“O Corinthians tinha cinco anos para começar o processo de construção. Esse prazo foi perdido lá atrás e a promotoria achou que, como dizia o contrato, deveria reaver o terreno. Mas justamente no momento que ia ser feito? Não fazia sentido. Estamos providenciando um trabalho muito bonito, que é uma medida justa de compensação para sociedade. É o mais desejável e estamos muito empenhados nessa direção”, disse Rosenberg.

Além da questão do terreno, o financiamento dos R$ 400 milhões previstos para a obra, ainda não está fechado. O Corinthians procurou a Caixa Econômica Federal para fazer a “ponte” com o BNDES, fonte do financiamento junto à Odebrecht. De acordo com a Folha de S. Paulo em notícia veiculada na quinta-feira, as obras devem começar antes mesmo do fechamento das negociações entre BNDES, Caixa, Corinthians e Odebrecht.

Leia tudo sobre: CorinthiansFielzãoCopa 2014

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG