Além de ter ajudado a revelar o "Fenômeno", ele se tornou o segundo atleta com mais jogos pelo time carioca

Faleceu nesta sexta-feira um nome que entrou para a história do Fluminense em campo e marcou o futebol brasileiro por uma revelação. Pinheiro, segundo atleta com mais jogos pelo time carioca e responsável por lançar Ronaldo "Fenômeno" no Cruzeiro , morreu aos 79 anos, vítima de câncer de próstata. Estava internado desde 4 de julho no Hospital Pan-Americano, na Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Com zagueiro, defendeu o clube das Laranjeiras em 605 partidas. Somente o goleiro Castilho, com 696 jogos, o supera na lista. Pela equipe carioca, por quem atuou entre 1948 e 1963, foi campeão carioca em 1951 e 1959, do Rio-São Paulo em 1957 e 1960 e participou da conquista da Copa Rio de 1952, considerada pelos tricolores um título mundial.Fora de campo, quando comandou o Cruzeiro, em 1993, deu oportunidade para o ainda franzino Ronaldo ter uma oportunidade como titular. Foi o passo inicial para aquele garoto, então com 16 anos, se tornar Fenômeno atuando por grandes clubes europeus, Seleção Brasileira e Corinthians.

Além do desempenho no Fluminense, dentro de campo, Pinheiro também contribuiu na Seleção Brasileira. Era titular da equipe na disputa da Copa do Mundo de 1954, na Suíça, quando o País foi eliminado pela Hungria nas quartas de final e deixou o campo com pancadaria com os rivais.

Pela Seleção, ainda foi campeão dos Jogos Pan-americanos de 1952 e da Taça Bernardo O'Higgins em 1955. Sua participação na defesa da nação ocorreu em 17 partidas, com 11 vitórias, três empates, três derrotas e um gol marcado.

Antes de chegar ao Fluminense, vestiu a camisa do Americano, time de sua cidade - nasceu em Campos dos Goytacazes em 13 de janeiro de 1932. Após deixar o Fluminense, defendeu o carioca Bonsucesso, em 1963, e o Bahia, em 1964.

Como treinador, além do Cruzeiro, também comandou o Goytacaz, o Americano, o América-MG e o próprio Fluminense, mas ganhou destaque na função, antes de lançar Ronaldo, com o surpreendente Bangu que perdeu nos pênaltis a decisão do Campeonato Brasileiro de 1985 para o Coritiba, no Maracanã.

Mas ficou marcado mesmo no Fluminense, onde esteve no último mês de junho para cumprimentar Abel Braga. O técnico, como amador, foi recebido e transformado por Pinheiro em zagueiro nas categorias de base do Tricolor, sendo lançado por ele como profissional. Abel foi um dos voluntários que doaram sangue a Pinheiro em campanha organizada pelo clube no início de julho.

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