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Ministro ironiza atraso no "Fielzão", mas crê em obras em abril

Orlando Silva citou demora na construção do estádio corintiano, possível local da abertura da Copa

Paulo Passos, iG São Paulo |

O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou nesta segunda-feira que acredita que as obras do estádio que será construído para o Corinthians, em Itaquera, começarão até abril. Em palestra a estudantes de uma universidade em São Paulo, ele chegou a ironizar o atraso do “Fielzão”.

Enquanto comentava os benefícios que a Copa do Mundo trará ao Brasil, Orlando Silva brincou: “E tudo isso de bom tem dia, hora e lugar para começar. É, só falta o estádio para a abertura”. Ainda durante a palestra, o ministro recebeu perguntas de estudantes. Ao responder uma questão sobre os riscos de serem criados “elefantes brancos”, ele voltou a citar o estádio. “Ninguém vai perguntar se o estádio do Corinthians vai sair?”, disse. “Sim, eu repondo: vai sair!”, completou.

Após a palestra, Orlando Silva afirmou aos jornalistas que acredita que as obras do estádio de Itaquera começarão nas próximas semanas. Ele, entretanto, afirmou que o Governo Federal não tem nenhuma predileção para que a cidade de São Paulo receba a abertura.

“Tem Salvador e Brasília também. Nós temos que entregar para a Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) sedes com condições. A decisão é do Comitê Organizador”, afirmou. “Mas não podemos esquecer o potencial de São Paulo. É cidade com mais vôos internacionais, com dois aeroportos e outras vantagens”, completou.

Além do estádio de São Paulo, a arena prevista para ser construída em Natal também não iniciou as obras. Os dois são os casos de obras mais atrasadas para o Mundial. “Realmente, são duas cidades que não tem trabalhos iniciados nos estádios, mas não acredito em redução do número de sedes. Serão 12”, afirmou Orlando Silva.

“Fielzão”
Inicialmente projetado para 48 mil espectadores, o campo corintiano seria bancado somente por um empréstimo de R$ 400 milhões feito pela construtora Odebrecht, parceira na obra, ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) – valor que seria pago parcialmente com a venda do nome do estádio a uma empresa. O problema é que para ser sede da abertura é preciso ampliar para 60 mil a capacidade, o que gera segundo estimativa do arquiteto responsável, Aníbal Coutinho, recursos extras de R$ 200 milhões – totalizando R$ 600 milhões.

A linha de crédito já foi pedida ao BNDES, mas o banco só vai liberar o dinheiro quando tiver o projeto definitivo em mãos, o que ainda não foi feito.

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