Orlando Silva cobrou o Congresso Nacional para que vote o projeto idealizado pelo presidente Lula

Orlando Silva, ministro do Esporte
Gazeta Press
Orlando Silva, ministro do Esporte
Há exatamente três anos, em junho de 2008, o então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva prometeu, durante cerimônia em homenagem aos jogadores da seleção brasileira de 1958, enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que cria aposentadoria para ex-jogadores brasileiros campeões de Copas do Mundo e que atualmente vivem em más condições financeiras.

As promessas foram feitas, mas, até agora, nenhuma foi cumprida. Porém, o ministro do Esporte, Orlando Silva, no evento de lançamento do fundo de previdência para atletas profissionais , que aconteceu no Museu do Futebol, pediu para que os políticos dessem prioridade na votação deste projeto.

"Aproveito a oportunidade para renovar o apelo ao Congresso Nacional. Há mais de um ano o projeto está aguardando uma votação. É uma forma de reconhecer o esporte brasileiro, o papel desses grandes atletas e criando condições para que eles possam, em vida, serem devidamente homenageados", pediu Orlando Silva.

O valor a ser pago para esses ex-jogadores campeões nos Mundiais é de R$ 100 mil, além de uma pensão mensal de aproximadamente R$ 3,4 mil até o seu falecimento. Se o jogador já morreu, a família é quem recebe os R$ 100 mil, mas não tem o direito de pleitear a prestação mensal.

Já o secretário executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, que também esteve com Orlando Silva prestigiando o EsportePrev, em São Paulo, reforçou o pedido e quer logo uma definição. "Vamos acelerar esse processo. O compromisso foi feito pelo presidente Lula, mas a presidenta Dilma também concorda e também reitera que vamos aprovar isso, para levar toda assistência para esses heróis", avaliou.

"Não é possível que a gente veja todo dia jogadores que trouxeram tanta alegra ao País, aparecendo na imprensa dizendo que não tem condições de subsistência, está doente e não tem remédio e que depende da ajuda de colegas para sobreviver", completou Gabas.

O fato é que o projeto PL 7377/10 ainda aguarda por votação e causa muita polêmica na Câmara. Alguns deputados acham justa a premiação, mas que o dinheiro deveria sair dos cofres da CBF, enquanto outros políticos consideram que a proposta discrimina atletas brasileiros campeões em outras modalidades esportivas.

Mesma opinião tem o ex-jogador Tostão, campeão da Copa de 70, que publicou um artigo recentemente dizendo que abria mão do valor que teria direito a receber. O ex-camisa 9 da seleção brasileira no Mundial do México acha que o governo não pode distribuir dinheiro público porque os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito.

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