Ministro do Esporte afirmou que o Governo Federal manterá o compromisso com a Fifa de permitir venda de cerveja nos estádios

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou que o governo do Brasil irá liberar a venda de bebidas alcoólicas nos estádios da Copa do Mundo de 2014. A declaração do ministro desmente a informação, divulgada na quarta-feira por deputados da base aliada do Governo Federal , de que a questão foi excluída da Lei Geral da Copa, a ser votada na próxima semana pelo plenário da Câmara dos Deputados. Em nota, o ministério do Esporte afirmou que em documento assinado pelo então presidente da República Lula, em 2007, o Brasil se comprometeu a liberar o comércio de cerveja nos estádios na Copa das Confederações de 2013 e na Copa de 2014.

Aldo Rebelo, ministro do Esporte, está disposto a liberar bebida nos estádios da Copa 2014
Agência Brasil
Aldo Rebelo, ministro do Esporte, está disposto a liberar bebida nos estádios da Copa 2014

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"O Ministério do Esporte esclarece que entre as garantias que o governo brasileiro assumiu com a FIFA, em 2007, está a que assegura a venda de bebidas alcoólicas nos estádios que sediarão jogos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014”, disse o ministério do Esporte. “Essa garantia foi ratificada em 15 de junho de 2007 pelo presidente da República à época, Luiz Inácio Lula da Silva”, completou o texto.

No documento assinado pelo então presidente em 2007, o Brasil assegurou à FIFA que “não existem nem existirão restrições legais ou proibições sobre a venda, publicidade ou distribuição de produtos das afiliadas comerciais, inclusive alimentos e bebidas, nos estádios ou em outros locais durante as competições”.

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O tema divide os deputados e tornou-se ainda mais delicado com a situação política que vive o governo, que está crise com a base aliada e trocou, no início dessa semana, seus líderes tanto na Câmara quanto no Senado. Até por isso, a votação tem sido adiada.

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Nesta quarta-feira, o líder do PT-SP, deputado Jilmar Tatto, disse que o governo brasileiro não assumiu compromisso com a Fifa de liberar as bebidas. “Compete aos deputados decidir sobre o assunto”, disse o parlamentar. O iG apurou que o deputado foi orientado a falar isso pela Casa Civil, que enviou uma mensagem aos parlamentares da base governista informando que eles não precisavam mais defender a liberação da venda de bebidas. Nesta quinta-feira, entretanto, o governo voltou atrás na posição.

A Fifa gostaria que a Lei Geral da Copa tivesse sido aprovada ainda no ano passado. O último prazo dado pela entidade era a entrada em vigor da lei até o final de março, o que tampouco deverá acontecer.

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Marco Maia, presidente da Câmara
Agência Brasil
Marco Maia, presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, , admitiu que há "uma grande confusão" nas negociações entre os parlamentares sobre a autorização da venda de cerveja nos estádios da Copa. "Há uma grande confusão", declarou Maia, dizendo que a venda de cerveja nos estádios, que é proibida por lei no país, é o ponto de maior conflito na Câmara dos Deputados.

O líder descartou que o atraso do debate parlamentar possa piorar ainda mais o clima com a Fifa, cujo presidente, Joseph Blatter, será recebido nesta sexta-feira pela chefe de Estado, Dilma Rousseff. Maia também ressaltou que os deputados votarão "de forma independente", em função do debate realizado no Congresso de todas as questões relativas à Copa.

"Se não for incluída no texto a liberação expressa da venda de bebidas, os entes federados (os estados) poderão fazer negociações próprias para definir no âmbito estadual se haverá ou não a venda", indicou o chefe da bancada governista na Câmara, Arlindo Chinaglia. 

Na última terça-feira, os deputados aprovaram o texto do projeto de lei após dois atrasos na comissão especial da Câmara de Deputados. O conjunto de garantias à Fifa tem pontos polêmicos como a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios durante o mundial, além da restrição ao direito a meia-entrada para idosos. Maiores de 60 anos, por exemplo, não poderão exercer o direito em entradas mais baratas, destinadas a estudantes e beneficiários do Bolsa-Família.

*Com EFE

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