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Ministério Público vai investigar supostas ameaças a Fred

Jogador disse ter sido perseguido por torcedores após ter sido flagrado bebendo durante a madrugada na zona sul carioca

iG Rio de Janeiro |

Caio Amy/Photocamera
Fred admitiu a possibilidade de deixar o Fluminense após episódio
O procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Cláudio Lopes, solicitou a abertura de inquérito para apurar supostas ameaças sofridas pelo atacante Fred, do Fluminense, semana passada, em sua casa.

O jogador disse ter sido perseguido por torcedores após ter sido flagrado bebendo em um bar da zona sul do Rio durante a madrugada.

Encarregado da investigação, o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Pedro Rubim, já requisitou o boletim de ocorrência registrado pelo jogador, solicitará ao clube que preste informações à Promotoria e, nos próximos dez dias, ouvirá o presidente de uma torcida organizada do clube tricolor para averiguar se houve, de fato, conduta criminosa.

Cláudio Lopes ressaltou que ameaças a jogadores não podem virar rotina e que comportamentos que extrapolem os limites da legalidade não ficarão impunes.

“Não queremos reprimir a paixão do torcedor, mas combater a violência. É importante que as organizadas saibam que o ato impensado de uns pode gerar consequências para toda a torcida. O Rio abrigará eventos internacionais de grande porte, como a final da Copa do Mundo, e tem que dar exemplo. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelas torcidas organizadas é um compromisso legal e de honra que se for desrespeitado acarretará sanções para aqueles que o descumprirem”, afirmou.

Pedro Rubim afirmou que a Federação das Torcidas Organizadas do Rio de Janeiro (FTORJ) se reunirá com representantes da torcida organizada do Fluminense para tentar conscientizá-los.

"Não queremos fazer um pré-julgamento, porém ameaças ultrapassam o limite da liberdade de expressão e configuram conduta criminosa. Além disso, caso o Estatuto do Torcedor tenha sido violado nesse episódio, serão aplicadas as sanções cabíveis”, concluiu.

Como foi o caso

Segundo reportagem do jornal carioca Extra da última quinta-feira (4), Fred foi flagrado por torcedores de uma facção organizada do Fluminense, na madrugada de terça-feira (2), bebendo no Astor, bar no Arpoador, na Zona Sul do Rio de Janeiro. De acordo como a matéria, Fred estaria acompanhado do colega de ataque Rafael Moura, de outros dois amigos, e de quatro mulheres, duas louras e duas morenas.

Ainda segundo o jornal, que teve acesso à conta, o jogador teria consumido com os amigos, entre meia-noite e 2h da manhã, mais de 60 caipisaquês (caipirinha de frutas e saquê).

Por causa do incidente, Fred pediu para não jogar as partidas contra o Internacional e América-MG. O jogador viajou com a seleção brasileira para o amistoso desta quarta-feira (10) contra a Alemanha.

Em entrevista coletiva no último sábado (6), Fred admitiu deixar o Fluminense alegando que não tem segurança.


 

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