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Futebol
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Mesmo com queda, Mano ainda não tem sombra na seleção

CBF descarta um plano B para 2014. Primeira opção, Muricy Ramalho irritou Teixeira com recusa

Marcel Rizzo e Paulo Passos, enviados iG a Los Cardales |

Prestigiado, firme do cargo ou com a confiança do presidente. Todos os clichês do futebol para a relação empregado-patrão servem para Mano Menezes, técnico da seleção brasileira , e o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira. Mais do que os resultados, ainda irregulares, ou o projeto de renovação do time, a falta de uma opção de substituto dão oxigênio para o trabalho do técnico.

Após a queda na Copa América , Teixeira divulgou que Mano continuava. O cartola ligou para o treinador ainda no domingo para conversar sobre o desempenho na competição, onde o Brasil foi eliminado nas quartas de final para o Paraguai, após perder a disputa de pênaltis.

Gazeta Press
Mano Menezes teve sua permanência na seleção assegurada por Ricardo Teixeira
Com Felipão sem conseguir ganhar títulos – o último foi a Copa de 2002, com a seleção – e após a recusa de Muricy Ramalho no ano passado, Ricardo Teixeira não vê um nome forte que faça sombra a Mano Menezes. O cartola não engole até hoje o fato do atual técnico do Santos não ter assumido a seleção.

Na época no Fluminense, Muricy não recebeu liberação para deixar o clube e ficou nas Laranjeiras alegando que não desrespeitaria o contrato. O iG apurou que o fato do técnico ter pedido demissão do time carioca meses depois e assumido o Santos irritou ainda mais Teixeira. Pouco acostumado a ouvir um “não”, o cartola dificilmente voltaria a ir atrás do santista, que foi campeão da Libertadores com Neymar e Ganso no time.

Gazeta Press
Atualmente no Santos, Muricy rejeitou a seleção brasileira no ano passado
Menos de 24 horas de namoro
Primeiro nome na lista de Teixeira, Muricy foi convidado para assumir a seleção ainda no vestiário do Maracanã, após o jogo contra o Cruzeiro, na madrugada do dia 22 de julho de 2010. Um assessor da CBF foi ao estádio e conseguiu falar com o treinador após a partida. No vestiário passou o telefone para Muricy. Do outro lado da linha estava o diretor de comunicação da entidade, Rodrigo Paiva, que avisou que Teixeira gostaria de conversar com ele.

O encontro foi marcado para o dia seguinte, de manhã, no Itanhangá Golf Club, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A única exigência de Muricy foi que um carro o buscasse em casa. A imagem do dirigente e o então técnico do Fluminense juntos foi capturada por um cinegrafista da ESPN, que estava no local para fazer imagens para uma reportagem sobre golfe.

Com a divulgação da imagem, Ricardo Teixeira resolveu dar uma entrevista para a Rede Globo, onde confirmou que havia feito um convite para Muricy e que ele seria o novo comandante da seleção. O treinador, entretanto, tinha pedido um tempo até o final da tarde daquela sexta-feira para avisar o seu clube do convite e dar um “ok” para a CBF.

Na conversa com os cartolas do Fluminense, Muricy foi avisado que não seria liberado. Roberto Horcades, na época presidente, deu uma entrevista coletiva informando a posição do clube e que ela havia sido aceita pelo treinador.

Ricardo Teixeira ficou sabendo da decisão pela imprensa. Irritado, ainda aguardou a ligação de Muricy até o final da tarde daquela sexta-feira, o que não aconteceu. À noite, um funcionário da CBF ligou para o técnico, que explicou o motivo da decisão. Desde então, Teixeira e Muricy nunca mais se falaram. Se depender do cartola, assim será por muito tempo. Mano agradece.

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