Após dizer que Brasil merecia "chute no traseiro", secretário-geral da Fifa chegou a ser vetado pelo Governo Federal

Apesar do Governo Federal aceitar o pedido de desculpas do secretário-geral da Fifa , Jèrôme Valcke, a vinda do dirigente ao país deve ser adiada. O número 2 da entidade máxima do futebol tinha uma viagem marcada para o país na próxima segunda-feira. Ele iria visitar estádios e instalações para o Mundial em Brasília, Recife e Cuiabá, assim como fez em janeiro, quando foi a Fortaleza e Salvador, além da capital federal.

Após afirmar, na última sexta-feira, que o Brasil merecia um “chute na traseira” para acelerar a organização do Mundial , Valcke entrou no centro de uma polêmica. Seu nome foi vetado pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, como interlocutor da Fifa com o governo brasileiro .

Jèrôme Valcke e Ronaldo durante visita do secretário-geral da Fifa ao Brasil
Getty Images
Jèrôme Valcke e Ronaldo durante visita do secretário-geral da Fifa ao Brasil


A posição de Rebelo foi enviada em carta para a Fifa na segunda-feira. No mesmo dia, Valcke e o Joseph Blatter, presidente da entidade, mandaram pedidos de desculpas ao Governo Federa l.

Após um “gelo” de três dias, Rebelo respondeu nesta quinta-feira que aceita as desculpas. Porém, o ministro não deixou claro se o governo ainda vê Valcke como interlocutor da Fifa. O iG apurou que o secretário-geral só voltará a visitar o Brasil após um encontro entre Dilma Rousseff e Blatter. A reunião ainda não tem data confirmada, mas deve acontecer em breve.

Jèrôme Valcke é o principal executivo da organização do Mundial. Foi assim na África do Sul, onde Valcke não poupou os africanos de críticas durante a organização do torneio.

Os pedidos de desculpas da Fifa após a repercussão negativa das declarações de Valcke foram uma tentativa de manter o dirigente à frente da organização do Mundial no Brasil. A entidade máxima do futebol não trabalha com outro nome para exercer a função.

Durante o atrito da última semana, o COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014), presidido por Ricardo Teixeira, se pronunciou apenas por nota, no sábado, onde defendeu a organização da Copa, mas tampouco criticou a Fifa. Sem trânsito no Planalto e na entidade máxima do futebol, Teixeira, que pediu licença da CBF nesta quinta-feira , tentava aproveitar o atrito para voltar a ser colocado à frente das negociações. Justamente para evitar isso é que o Governo Federal aceitou as desculpas de Valcke e pretende encarar o caso como apenas um mal-entendido.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.