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Mercado vê falta de ídolos como trunfo para faturar com Ronaldo

Patrocinadores pretendem capitalizar fim da carreira com imagem de vencedor para que a marca R9 continue vendendo

Danilo Lavieri e Marcel Rizzo, iG São Paulo |

"O" ídolo dos brasileiros. Desta maneira as empresas que patrocinam Ronaldo pretendem explorar a imagem do parceiro depois do anúncio do fim da carreira. Os valiosos contratos serão mantidos, alguns reavaliados, mas a decisão repentina de se aposentar será capitalizada. A estratégia é aprovada por especialistas em marketing esportivo.

Apesar de algumas polêmicas durante a carreira, “marqueteiros” avaliam que o R9 é uma marca que dá retorno. Rafael Plastina, diretor de marketing da empresa Informídia, acha que o Brasil está carente de ídolos e Ronaldo ocupa essa lacuna.

“As empresas que quiserem associar a marca ao Ronaldo podem usar esse potencial dele ser um dos últimos ídolos que nós temos. Eu vejo ídolo, ídolo mesmo, o Kaká, o Cielo despontando, Giba em final de carreira. E começamos a olhar, olhar e não tem um grande ídolo. No basquete não tem, no vôlei também não, no automobilismo nem se fala”, disse Plastina.

“Poucos atletas no Brasil são desejados publicitariamente. É bem diferente dos EUA, que tem um cardápio enorme. Aqui (no Brasil) somos carentes de ídolos. Temos o quê, Kaká, Ronaldinho e o Ronaldo”, disse Fábio Wolff, diretor da Wollf Sports & Marketing.

Nem os problemas extra-campo podem abalar essa imagem - como quando Ronaldo foi parar na delegacia depois de passar horas em um motel com travestis, em 2008, ou em Presidente Prudente, interior paulista, quando passou a noite em uma boate e chegou atrasado ao hotel no qual o Corinthians estava concentrado, em 2009. É o que avalia Mauricio Fragata, sócio-diretor da Fragata Marketing de Entretenimento.

“Imunidade (na imagem) é a palavra certa. Ninguém questiona o que ele representa dentro de campo. Poucos vão questionar isso como habilidade. Ele sempre foi bem, embaixador da ONU (Organização das Nações Unidas), sempre foi um cara que passou transparência e humildade. O deslize passou apenas como um deslize. Não tem como moldar. Normal de ídolo, quase heróis, como (Ayrton) Senna, Guga (Kuerten) e Ronaldo”, disse.

Os parceiros

Gazeta Press
Andrés Sanchez entrega uniforme personalizado para Ronaldo. Campanha logo após a aposentadoria
Cientes dessa imunidade endossada pelo mercado, os parceiros de longa data de Ronaldo se mexem para explorar a nova vida do ídolo. A Ambev prepara uma campanha publicitária para os próximos dias. Um comercial, da cerveja Brahma, fará homenagem ao atleta e o apresentará como o grande ídolo recente do esporte nacional. Por meio da assessoria, a empresa afirmou que “Ronaldo vai muito além dos campos”. O contrato do jogador vale até 2016 e será mantido.

Patrocinadora associada com o Corinthians, a Hypermarcas confirma que o contrato com o clube será mantido até março de 2012 – o clube expõe no peito de sua camisa o laboratório Neo Química por cerca de R$ 30 milhões/ano.

O acordo com o jogador será reavaliado, mas para um reposicionamento estratégico de como utilizá-lo nas campanhas publicitárias de marcas como a Bozzano – Ronaldo era o garoto-propaganda do barbeador. O iG apurou que não deve existir mudança no valor pago, R$ 18 milhões/ano, mas pode ser feito um novo contrato social com validade até o fim de 2011.

A Nike, que o patrocina desde que tinha 17 anos (1993), capitalizou essa imagem logo no dia do anúncio da aposentadoria. A expressão “prasemprefenômeno” foi uma das mais citadas na rede social Twitter. O ex-atacante recebeu uma camisa do Corinthians com a frase nas costas (e o símbolo do jogo da velha na frente para estimular o uso da expressão no Twitter).

“O ideal é que os patrocinadores que sempre estiveram com ele continuassem com ele agora, para que não venham outros concorrentes pegar carona nessa nova fase da vida dele. O mesmo que aconteceu com (Andre) Agassi. Ele foi Nike a vida inteira. Se aposentou e fechou com a Adidas”, disse Plastina, citando o ex-número 1 do tênis.

Tiago Pinto, diretor de marketing da Nike no Brasil, disse que camisas de Ronaldo continuaram sendo vendidas mesmo após a aposentadoria. E que a Adidas desta vez não se aventure a procurar o atleta.

“Ronaldo vai continuar parceiro da Nike e vai continuar trabalhando conosco por muitos e muitos anos. Nada muda na nossa relação. Claro que não divulgamos nenhum detalhe de nossos contratos, mas posso garantir que continuamos juntos por muito tempo”, comentou Pinto.

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