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Melhor do país em 2010, Conca sabe que cobrança será dobrada

Tímido, meia prefere não assumir condição de ídolo e sabe que críticas serão bem mais pesadas em 2011

Marello Pires, iG Rio de Janeiro |

Se a cobrança no ano passado já era grande, em 2011 promete ser muito pior. Principal jogador do Fluminense na conquista do tricampeonato brasileiro, Dário Conca se tornou um jogador de exceção no país do futebol. Habilidoso e eleito o melhor do país em 2010, o craque argentino sabe que a partir de agora os holofotes estarão todos voltados para seus pés e com eles a pressão para ser o mesmo Conca que brilhou no ano passado.

Discreto, mas dono de uma forte personalidade, característica marcante da maioria dos jogadores argentinos, o meia tem consciência de que por tudo que conquistou no ano passado, os críticos terão muito menos tolerância com ele nesta temporada. Mas usando o mesmo discurso de seu comandante, Conca sabe que apenas o trabalho pode evitar o pior.

“Por tudo que fiz ano passado, sei que a cobrança vai aumentar. Mas sei que a camisa do Fluminense é importante e todo jogador que jogar aqui vai ser cobrado. Tenho que me preocupar em trabalhar para ajudar o time a ganhar, fazer grandes jogos e conquistar títulos”, afirma Conca, que prefere não assumir abertamente a condição de ídolo.

"Minha preocupação não é essa. Eu deixo isso para os torcedores. Minha meta aqui é ajudar o clube a conquistar títulos", concluiu.

Desde 2008 no clube, Conca já conquistou um Campeonato Brasileiro, disputou duas decisões continentais, da Libertadores, em 2008, e da Sul-Americana, no ano seguinte, mas jamais disputou uma final de Carioca sequer. Argentino, mas quase um carioca da gema, o camisa 11 das Laranjeiras lembra da arrancada que livrou o clube do rebaixamento em 2009 para mostrar que é possível disputar duas competições simultaneamente sem priorizar nenhuma.

“Independentemente de se a Libertadores ou o Carioca, queremos ganhar títulos. Temos uma partida difícil pela frente no sábado contra o Boavista e temos de encará-la com a mesma importância que demos para a estreia na Libertadores. Em 2009, todos nos davam como rebaixados no Brasileiro e fomos até a final da Sul-Americana”, lembrou Conca.

Para que a história de sucesso se repita, o apoiador espera contar com um parceiro imprescindível nas duas competições: o torcedor tricolor, considerado pelo argentino o melhor que ele já viu e que tem feito a diferença nos momentos decisivos.

“Temos dois jogos muito difíceis pela frente, mas primeiro temos que pensar na semifinal. É preciso pensar só nisso. Nas ruas, o torcedor mostra que está perto do nosso time e confia no grupo. As vaias ficaram no passado. Peço o apoio do torcedor, assim como eles pedem garra. Quando eles ficam ao nosso lado, o Fluminense se torna muito mais forte”, afirmou o jogador.

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