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Elogiado no torneio sul-americano, setor ainda deve no estadual e convive com vaias e elogios

Herói contra o Zamora, Anderson ouviu vaias no jogo seguinte, contra o Macaé
AE
Herói contra o Zamora, Anderson ouviu vaias no jogo seguinte, contra o Macaé
Parecem duas defesas diferentes, mas os jogadores e o esquema tático são os mesmos. Vaias no final de semana e aplausos na quarta-feira mostram a irregularidade do setor do Fluminense em 2012. Melhor da Copa Libertadores, ao lado do Corinthians, com apenas um gol sofrido, o time ainda deve no Campeonato Carioca, onde é apenas a sexta melhor zaga, atrás de Botafogo, Flamengo e Vasco, com 17 tentos cedidos.

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No Campeonato Carioca, contando as fases finais da Taça Guanabara, a média de gols sofridos do time das Laranjeiras é de 1,13. Na competição sul-americana, o número cai para 0,25. Diferença drástica, que também é acompanhada pelo aproveitamento dos pontos. Na Libertadores, 100%, contra 53,3% no torneio estadual. Disparidade, porém, que não abala a confiança do zagueiro Anderson.

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"É como sempre falo, nosso foco é no trabalho. Independente do que as pessoas pensam, o importante é a gente estar confiante. Se eu desvalorizar meu trabalho, quem vai valorizar? Se as coisas estão acontecendo pelo lado positivo, não tem que responder ninguém. Os resultados vão vir, como estão vindo", disse o titular da defesa, contratado no início da temporada.

Entrosamento
Um dos fatores que pode explicar a diferença de rendimento está no entrosamento. A defesa considerada titular, com Bruno, Leandro Euzébio, Anderson e Carlinhos, atuou em três dos quatro jogos da Libertadores. Apenas contra o Boca Juniors, por conta da suspensão de Euzébio, Digão teve uma oportunidade na equipe. No estadual, esta defesa atuou em apenas sete dos 15 jogos.

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Prova da 'bipolaridade' da defesa está na manifestação das arquibancadas. Contra o Zamora, no Engenhão, o zagueiro Anderson marcou o gol da vitória de 1 a 0 e teve o nome gritado, junto com Valencia e Diguinho, jogadores de marcação. Alguns dias depois, na derrota de 3 a 1 para o Macaé, Anderson teve que ouvir vaias ao final da partida.

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"Todo mundo se emprenhou bastante, se dedicou muito. No momento ruim, a gente procurou trabalhar mais. Tem que trabalhar e ter o mesmo foco da mesma forma, na vitória ou derrota, mas ter a cabeça no lugar. Isso que procuramos fazer no começo, quando ainda estavamos entrosando, mas agora as coisas estão melhorando", finalizou Anderson.

A expectativa da torcida é que a defesa 'da Libertadores' entre em campo neste sábado, às 15h45, contra o Madureira, no estádio Conselheiro Galvão. Com sete pontos, na terceira colocação do grupo B, o Fluminense precisa vencer e torcer por uma derrota do Bangu para entrar na zona de classificação às semifinais do segundo turno.

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