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Médico que atendeu Ronaldo em 98 revela segredos de... Paris

Francês que clinicou o brasileiro após convulsão antes da final da Copa é escritor, mas não quer falar sobre o atacante

Paulo Passos, enviado iG a Paris |

O nome do último livro de Phillippe Krief, médico francês que atendeu Ronaldo no dia da final da Copa de 98, chama a atenção de qualquer brasileiro fã de futebol. “Secrets de Paris” (em português, Segredos de Paris), entretanto, não tem nenhuma referência ao até hoje controverso problema sofrido pelo atacante brasileiro. A obra, a terceira do médico, revela, na verdade, histórias da capital francesa.

A reportagem do iG tentou durante dois dias falar com Phillippe Krief, na Clinique des Lilas. Foi lá que ele atendeu Ronaldo no dia 12 de julho de 1998. O atacante brasileiro havia passado mal na concentração da seleção. A clínica fica na cidade de Lilas, nos arredores de Paris.

“Ele está muito ocupado e já disse que não fala sobre esse assunto”, respondeu a secretária do francês. Krief ainda trabalha na mesmo lugar onde Ronaldo foi atendido. Além do emprego de médico, ele mantém a carreira de escritor. “Seus livros são muito bons, viu”, completa a funcionária da clínica. O último, lançado em 2010, traz histórias de todos os bairros da capital francesa.

Em sua sala, Krief guarda uma recordação do Mundial de 98, que teve o paciente Ronaldo como um dos principais personagens. Duas fotos, uma do time do Brasil e outra da França, estão expostas da parede do consultório.

No dia daquela final, Ronaldo foi levado para a clínica e submetido a exames como tomografia computadorizada e eletroencefalograma, mas nada foi constatado, horas antes da partida contra a França. O jogador havia tido uma convulsão e foi atendido primeiro pelo então médico da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Lídio Toledo, que após o mundial de 98 deixou o cargo.

Paulo Passos
Médico tem fotos de times do Brasil e França expostas na parede do seu consultório
Atualmente, o ortopedista trabalha em uma clínica em Copacabana, no Rio de Janeiro. A secretária do médico informou ao iG que ele não gostaria de falar sobre o caso.

Em 1999, Lídio Toledo e o clínico Joaquim da Matta foram julgados por negligência por permitir a escalação de Ronaldo na final da Copa do Mundo. Os dois foram considerados inocentes pelos 32 conselheiros do Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro).

Castelo para crianças
O cenário onde Ronaldo passou mal naquela manhã de domingo de 1998 hoje recebe crianças e adolescentes que viajam para a Eurodisney. Em 2001, o Château de Grande Romaine, em Lésigny, foi comprado por uma empresa inglesa, dona de hotéis para grupos escolares.

Por ficar próximo do parque da Disney, na França, ele está sempre cheio de grupos de crianças e adolescentes durante todo o ano. Os donos do hotel não permitem que sejam feitas imagens do lugar. Todos os quartos foram remodelados e onde havia duas camas, hoje existem dois beliches. Inclusive no quarto 290, onde Ronaldo passou mal no fatídico dia 12 de julho de 1998.

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