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Futebol
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Mecenas do Mazembe se inspira no futebol brasileiro para montar rival do Inter

Em entrevista exclusiva ao iG, presidente do time da RD do Congo no Mundial de Clubes diz acreditar numa vitória nesta terça e lembra visita brasileiro a seu país. Ele só não gosta de falar sobre dinheiro

Marcel Rizzo, enviado iG a Abu Dhabi |

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Moises Katumbi se surpreende com a presença de umjornalista brasileiro no treinamento do Mazembe. O time da República Democrática do Congo é o adversário do Internacional na semifinal do Mundial de Clubes, partida marcada para esta terça, 14h de Brasília, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. Imaginava que não viesse ninguém. Acho que não somos favoritos, diz o presidente e mecenas do ZMazembe em um inglês com sotaque carregado.

Vestido de camiseta e calça jeans, Katumbi não aparenta ser um dos homens mais ricos do Congo. Ele abre um sorriso quando parabenizado pela vitória e pela classificação e topa conversar com a reportagem. O otimismo que demonstra é surpreendente.

Marcel Rizzo
Presidente do Mazembe, Moises Katumbi banca torcida e banda em Abu Dhabi

Podemos vencer porque no futebol tudo pode acontecer. O futebol brasileiro é mágico, o melhor do mundo, mas nós do Congo gostamos também de jogar um futebol alegre e bonito. Nos inspiramos no Brasil um pouco, disse Katumbi ao iG.

Afirmando ficar calmo durante as partidas, porque não há o que fazer lá da tribuna para os jogadores vencerem as partidas, Katumbi gosta mesmo é de falar do futebol brasileiro. Lembrou que um combinado brasileiro, segundo ele composto por Pelé, Tostão e cia. foi até o Congo no final dos anos 60 realizar um amistoso. E que em duas partidas o Congo venceu uma, por 3 a 2. O problema é que este jogo não foi da seleção brasileira (a CBF desconhece). E não há qualquer registro. O Brasil enfrentou sim o Zaire, nome que a RD do Congo recebeu nos anos 70 durante a ditadura, na Copa do Mundo da Alemanha de 1974, a única que o país disputou ¿ foi 3 a 0 para os brasileiros.

A outra lembrança é famosa. Em janeiro de 1969, o Santos de Pelé viajou ao Congo, que fervia numa guerra civil pré-ditadura. Para que a equipe fizesse duas partidas, uma contra uma equipe chamada Point Nore e outra contra a seleção, a guerra simplesmente parou. Osm congoleses perderam os dois jogos (2 a 1 e 3 a 2).

Futebol é uma paixão para os africanos como é para os brasileiros. O país está em festa, nossa região está em festa, com a vitória e a classificação. Se vamos para a final, não sei. Mas vamos brigar, lutar até o fim. O povo é guerreiro, disse Katumbi.

Katumbi bancou a viagem da torcida e da banda em voos fretados. Ele sempre faz isso em jogos importantes ¿ são ao menos 600 torcedores em Abu Dhabi. A banda fez sucesso com seu repertório de rumba, segundo Katumbi, e foi convidada para animar a partida entre Al-Wahda, time da casa, e Seongnam Chunma, da Coreia, no dia seguinte à vitória do Mazembe sobre o Pachuca, 1 a 0 . Katumbi só confundiu para falar da música mais popular no Brasil. Vocês gostam de salsa, né? Ah não, samba, samba, corrigiu. Ele também não quis revelar quanto investiu para montar a atual equipe.

Aos 46 anos, Katumbi é um político emergente no Congo. Governador da província de Katanga, terra natal do Mazembe ao sul do píis, o presidente do clube tem fama de ajudar os pobres com dinheiro do próprio bolso. Dinheiro que não falta ao político, milionário. Katanga é um território rico em cobalto, metal vendido a preço alto e que faz da região uma das mais prósperas do país africano. 

Parte dessa renda foi realocada para reforçar o Mazembe na temporada. O objetivo era conquistar o bicampeonato africano e mais uma vez disputar o Mundial. Em 2009 a equipe foi eliminada na estreia, para o Pohang Steelers, da Coreia do Sul. Katumbi não gostaria de outro fracasso e desta vez investiu em atleta sde Zâmbia, Zimbábaue e Costa do Marfim. Deu certo. O Mazembe venceu o favorito Pachuca. Resta saber se tem força para passar pelo Inter.

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