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Mecenas do Mazembe banca torcida e banda em Abu Dhabi

Rival do Inter na semifinal é financiado por político milionário que leva torcedores em vôos fretados para torneios

Marcel Rizzo, enviado iG a Abu Dhabi |

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A torcida do Mazembe e sua banda, destaques da vitória do time africano sobre o Pachuca por 1 a 0, nesta sexta-feira, viajaram da República Democrática do Congo bancados pelo dono da equipe, o milionário Moises Katumbi, político em ascensão no país que governa a província de Katanga, local onde está a sede do Todo Poderoso Mazembe. O clube será o adversário do Internacional na semifinal do Mundial de clubes, jogo que ocorre na terça-feira, dia 14 de dezembro.

Os torcedores africanos, cerca de 500, viajaram em vôos fretados para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pagos por Katumbi. O político tem fama de abrir o bolso para ajudar pobres em seu estado e para reforçar a equipe que adotou. Devolver o Mazembe à elite do futebol africano foi um dos lemas da campanha de Katumbi  a governador.

Getty Images
Torcedor do Mazembe faz festa durante a estreia do time no Mundial de Clubes

E ele conseguiu, colocando parte do dinheiro que recebe explorando a venda de Cobalto, metal que levou a província a se transformar em uma das mais ricas do país.  O Mazembe foi o melhor time africano no final da década de 60, quando foi bicampeão africano em 67 e 68. Depois foram anos na penumbra, inclusive no campeonato local.

A banda que animou a torcida, e apareceu bastante no telão da partida, também é bancada por Katumbi.  Viajou nos jogos decisivos das semifinais e finais da Liga dos Campeões da África, sempre em vôos fretados. O som que embalou a vitória desta sexta-feira é conhecido como soukos, dança popular criada no final dos anos 60. Em algumas partes do país é chamada também de rumba. A bass band conta com instrumentos de sopro principalmente e um batuque.

Fifa dá ingressos
Para não deixar o estádio vazio, a Fifa está distribuindo ingressos nos jogos do Mundial de Clubes. Foi assim na estreia, quando os xeques que comandam o país levaram torcedores de outros emirados para Abu Dhabi  ver o jogo do time da casa, o Al-Wahda, como nesta sexta. Desta vez ônibus pegaram torcedores em regiões mais pobres e os deixaram atrás de um dos gols.

Animados, eles se empolgaram mais com o Mazembe no início, muito pela animação da banda. Mas no final comemoravam também ataques do Pachuca. Havia até um animador de túnica, que pedia para eles levantarem, pularem e gritarem. O público desta sexta foi de pouco mais de 17 mil espectadores (para um estádio com 40 mil lugares).

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