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Martelotte enaltece divisão dos gols no Santos em 2011

Treinador interino acredita que preocupação de adversários com os vários goleadores santistas ajuda equipe da Vila Belmiro

Gazeta Esportiva |

Melhor ataque do Campeonato Paulista, com 25 gols marcados, o Santos tem uma peculiaridade no que diz respeito ao desempenho ofensivo de sua equipe nesta temporada: a divisão dos gols entre vários jogadores do elenco. Esse fato, inclusive, é visto pelo técnico interino santista, Marcelo Martelotte, como um trunfo importante do Peixe e que deve ser mantido visando o restante do ano.

No Paulistão, por exemplo, Elano é o artilheiro, ao lado de Liedson (Corinthians), com oito gols - ao todo, na temporada, o meia ainda marcou mais um gol, pela Copa Libertadores da América. Logo na sequência, Maikon Leite e Zé Eduardo aparecem empatados no ranking dos artilheiros do Estadual, com seis gols - Charles, do Americana, tem o mesmo número de tentos anotados.

"Felizmente, essa característica está sendo mantida durante o ano. Não podemos esquecer também que, por tradição, o Santos tem times ofensivos, que brigam para serem os melhores ataques das competições que disputam. E essa divisão me deixa satisfeito porque é muito melhor você ter três jogadores entre os goleadores do que um só", afirmou Martelotte.

Para o interino alvinegro, essa divisão dos gols faz com que os adversários do Santos se preocupem em marcar o maior número de jogadores de ataque possível, o que geralmente é difícil de ser colocado em prática. Por isso, Marcelo Martelotte torce pela manutenção da boa fase dos seus goleadores e que outros jogadores, como Neymar, desencantem na temporada - a joia ainda não balançou as redes pelos santistas neste ano.

"Ter vários atletas marcando gols complica defensivamente qualquer time. É muito importante que o Elano, o Maikon e o Zé Eduardo mantenham essa regularidade. E, além dos três, você tem o Neymar e o Diogo, que são acostumados a fazer gols. Daqui a pouco o Ganso está voltando também. Enfim, são todos jogadores com vocação ofensiva. Penso que isso deve fazer com que o adversário sempre tenha uma preocupação muito grande com a produtividade do ataque do Santos", concluiu.

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