Curinga de Muricy enaltece qualidade do elenco, mas admite que equipe não está acostumado a jogar sem o argentino.

Campeão brasileiro, o Fluminense passou parte da disputa de 2010 sem Fred, Emerson, Diguinho e Deco e nem por isso deixou de frequentar a parte de cima da tabela. Mas bastou uma partida sem o argentino Darío Conca, submetido a uma artroscopia no joelho esquerdo e único jogador de linha a jogar as 38 rodadas da competição, para a equipe jogar muito mal e penar para vencer o Bangu, por 1 a 0, na estreia do Campeonato Carioca. Seria a Concadependência?

Ainda é muito cedo para afirmar que sem o argentino o time não é o mesmo. Afinal, nenhum dos quatro grandes jogou bem na primeira rodada do Carioca. Mas segundo Marquinho, favorito para substituir Souza, expulso contra o Bangu, diante do Olaria, no próximo domingo, no Engenhão, o fato é que o time não está acostumado a jogar sem o seu camisa 11.

“Temos muitos jogadores no elenco que podem fazer a diferença e decidir um jogo, mas o Muricy armava a equipe para jogar em função dele. Essa é a real. Ainda não sei exatamente quando o Conca volta, mas o fato é que vamos ter que se acostumar a jogar sem ele”, afirmou, sem meias palavras, Marquinho, que consegue ver um lado bom na ausência do craque do Brasileirão.

“O Conca vai nos fazer muita falta nesses jogos da Taça Guanabara, mas acho que por outro lado o Deco tem tudo para crescer de produção”, explicou.

Curinga do técnico Muricy, Marquinho já jogou de lateral-esquerdo, em todas as posições do meio campo e até de atacante. Embora reconheça que a lesão tenha atrasado um pouco seu recondicionamento, o lateral disse que está pronto para substituir Souza se Muricy optar por ele.

“Preparado eu estou sempre, não interessa a hora, Fiquei mais tempo parado que todo mundo pela fratura e por isso minha readaptação foi um pouco mais difícil, mas o Muricy sabe que pode contar comigo se precisar”, disse o jogador, que não tem preferência pelo número da camisa.

“O Deco sempre usou a 20 nos clubes por onde passou, mas eu uso qualquer camisa, pode ser a 1 ou a 50, tanto faz. Eu costumo usar a 7, mas se tiver que usar a 11, do Conca, sem problemas”, disse.

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