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Marcos revela experiência com psiquiatra e planeja título por honra

Quando tive aquela sequência de fraturas no braço, cheguei a ir a um psiquiatra, revelou o goleiro

Gazeta Esportiva |

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Dono de um talento espantoso para jogar no gol, Marcos é, na verdade, um ser humano comum: com fraquezas e momentos de tristeza. Em contraste aos valiosos títulos que ganhou pelo Palmeiras e pela seleção brasileira, o goleiro também acumulou uma série terrível de contusões que quase anteciparam o fim de uma gloriosa carreira.

Pouco antes de participar na noite desta segunda-feira de um programa especial da TV Gazeta sobre grandes goleiros da história do Palmeiras, Marcos atendeu com exclusividade a reportagem e falou um pouco mais sobre os antigos e atuais obstáculos na vida profissional. E lembrou que esteve perto do fundo do poço durante o tratamento de uma das contusões.

Gazeta Press
Velloso, Oberdan e Marcos participaram de homenagem aos goleiros do Palmeiras


"Quando tive aquela sequência de fraturas no braço (foram duas durante a temporada 2007), cheguei a ir a um psiquiatra. Ele me passou alguns remédios, mas, no fim das contas, resolvi não tomar", afirmou o herói da conquista da Libertadores de 1999.

Em 2010, Marcos ainda luta bravamente para dar fim a dores no joelho esquerdo. São 16 partidas seguidas como desfalque do Palmeiras de Luiz Felipe Scolari. Ainda assim, o planejamento do camisa 12 é cumprir o contrato assinado com o clube até o fim de 2011.

Milton Trajano

Aliás, Marcos gostaria de receber um presente para encerrar sua marcante passagem pelo Palestra Itália: "É questão de honra ganhar um último título pelo Palmeiras", avisou o jogador, de 37 anos.

Confira os principais momentos do bate-papo com Marcos:

GE.Net - Como foram os treinos nos últimos dias? Agora tem a chance de voltar contra o Atlético-PR?
Marcos: Precisamos ter calma neste retorno, as pessoas devem entender que não estou totalmente recuperado da contusão no joelho esquerdo, o local só ficou melhor após um período de tratamento. Agora estamos vendo o Deola jogando muito bem, é complicado tirá-lo da equipe. O que posso falar é que eu não tenho mais pressa para voltar.

GE.Net - Às vezes, as pessoas acham que um ídolo tem apenas alegrias pela fama e pelo bom salário que ganha no futebol. Mas não é sempre assim, certo?
Marcos - É claro que há uma grande tristeza quando você fica fora do que você mais gosta de fazer. Eu mesmo estava sem sofrer uma contusão fazia um tempo, vinha com uma boa sequência de partidas nas últimas duas temporadas, apesar que esse ano eu ainda consegui participar de 30 e poucas partidas. Mas não tem jeito, você quer jogar, é muito ruim ficar afastado.

GE.Net - Marcos, você é um cara que esbanja sinceridade em suas entrevistas. As contusões já te levaram a um estado de depressão?
Marcos: Sim, eu tive depressão. Você fica depressivo porque observa que está perdendo uma série de jogos e encontra dificuldades para retornar, sente, por exemplo, dores quando volta a treinar, não é fácil. Desta vez, eu fiquei um mês e meio afastado, um tempo em que nem um machucado tem uma cicatrização completa, mas também você observa que perdeu 16 jogos consecutivos.

GE.NET: Mas gostaria de entender como a depressão se manifesta em você. Algumas pessoas choram, outras começam a comer demais...
Marcos - Em mim se manifesta mais no sono, eu tenho muita dificuldade para dormir nestes momentos. Para você ter ideia, na época em que sofri aquelas fraturas no braço, eu cheguei a me consultar com um psiquiatra. Ele me receitou alguns remédios, mas, no fim das contas, resolvi não tomar.

GE.NET - Por mais essa grande luta para retornar aos campos, seu último desejo profissional é ganhar mais um título pelo Palmeiras?
Marcos: - Sim, é uma questão de honra ganhar um último título. Estou como titular do Palmeiras faz dez anos, fiquei bastante tempo sem ganhar, mas agora observo um time competitivo, com possibilidade de brigar por conquistas.

GE.Net - Você está aqui no prédio da Fundação Cásper Líbero para gravar um especial sobre goleiros históricos do Palmeiras. Qual a importância desse programa?
Marcos - É legal ter um programa valorizando os atletas que fizeram sucesso em uma posição que já foi muito discriminada, mas hoje percebemos goleiros cada vez melhores e mais jovens, tudo fruto do trabalho dos treinos específicos.

GE.Net - Mas existe um segredo para tanto sucesso dos goleiros do Palmeiras?
Marcos - A gente já sabe que o Palmeiras tem história na posição, mas também existe um excelente trabalho com os treinadores de goleiro. E há aquele espírito de amizade entre os que trabalham no clube. Quando eu era jovem, o Velloso sempre procurou me ajudar no que era necessário. Agora, eu faço o mesmo para ajudar na evolução do Deola e do Bruno.

GE.Net - Se um poder divino proporcionasse a você o poder de escolha: ser goleiro ou um jogador da linha. Você mudaria? Todos sabem que você costuma se arriscar no ataque nos momentos de aperto do Palmeiras.
Marcos - (após alguns segundos de reflexão) Eu não mudaria, viu? Optaria ser goleiro e passar tudo novamente. Na verdade, apesar das tentativas que já fiz no ataque, acho que não iria me dar tão bem como atacante, não teria a qualidade necessária para alcançar o sucesso em um time grande.

GE.Net - Ao longo dos anos, a evolução física dos goleiros é impressionante. O próprio Valdir Joaquim de Moraes atuava na década de 60 com apenas 1,75m de altura. Você tem 1,93m, imagina como seria jogar com tão pouca estatura?
Marcos - Mas tenho certeza de que ele compensava com outras coisas, talvez a sua velocidade, o posicionamento. Acho que um goleiro mais baixo pode jogar sem grandes problemas. Nós vemos o Harlei (1,82m), do Goiás, que não é tão alto, mas joga normalmente e com muita qualidade no futebol brasileiro.

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