Afirmação de diário de que volante seria dedo duro foi contestada pelos palmeirenses

nullAntes mesmo de ser questionado pelos jornalistas nesta terça-feira, Marcos pediu o microfone. "Quero fazer um aviso aqui”. O ídolo da torcida, talvez maior da história do Palmeiras , queria defender Marcos Assunção de uma acusação de que chamou de uma “grande mentira”.

No fim de semana, o jornal “Marca Brasil” publicou que o especialista em batida de faltas era traíra e dedo duro. Segundo o diário, ele pegaria as informações e levava até os ouvidos de Luiz Felipe Scolari e até da diretoria.

“Quero defender o Marcos Assunção de um jornal que disse que ele era traíra, cagueta e leva e traz da diretoria. Gostaríamos de defender ele, porque ele tem excelente caráter e é um grande profissional. Se um jogador falou isso como foi publicado, quero dizer que todos os outros do elenco não compartilham com ele. O Marcos é fantástico, tem grande carreira e não merece ter a imagem arranhada. O grupo do Palmeiras inteiro, tirando esse suposto jogador, acha ele um grande cara, que treina, de bom caráter e que não merece ficar de fama de traíra’, afirmou o goleiro.

Outro que saiu em defesa de Marcos Assunção foi Felipão. O treinador criticou o fato do jogador não ter se revelado e pediu que o crítico se identificasse.

“O nome desse atleta é fonte. Quando vocês disserem que o fonte é fulano de tal... Eu não acredito nisso, acho que o Assunção nem precisa de defesa nenhuma. Ele é um dos mais qualificados e isso não causa preocupação em mim. Se existe uma pessoa que trabalha, que tem cuidados, que trabalha com meninos, é o Assunção, totalmente diferente daquilo publicado. O tal de fonte provavelmente um dia então vai ter que se identificar”, completou o treinador.
O experiente volante Marcos Assunção seria dedo duro, segundo reportagem de diário
AE
O experiente volante Marcos Assunção seria dedo duro, segundo reportagem de diário

Marcos, inclusive, admitiu que o time tem brigas normais de jogo, mas são coisas que acontecem em todo o time. Segundo ele, a diferença no Palestra Itália é que toda a história vaza e vira manchete nos jornais.

“Aqui no Palmeiras sempre teve essas coisas. Na verdade, acontece em todo lugar, mas aqui vaza. Tudo o que você conversa sai em algum lugar. Comentaram que teve uma discussão do Deola e do Kleber e realmente teve a discussão. A torcida xingou o Márcio Araújo em um lance e depois a torcida gritou o nome do Deola, porque foi uma das melhores partidas dele no Palmeiras. Depois, o Deola cumprimentou agradecendo e o pessoal achou que ele tinha agradecido a torcida para diminuir a torcida. O Kleber foi cobrar, perguntar e o Deola explicou o que era e pronto. Tudo seguiu normalmente. Engraçado que 40 dias depois, com a derrota do Palmeiras, isso vem à tona. Aqui, a gente tem todo defeito, mas não temos inimizades”, ressaltou o jogador, para depois explicar que teve aprendizado com Edmundo para esses momentos de crise.

“Aliás, isso eu aprendi com Edmundo: Todo mundo teve problema com ele, mas eu sabia que eu podia confiar nele. Ele vai chegar e falar na cara. E eu faço isso. Ele enfrenta os problemas, e cumpre com as conseqüências”, finalizou.

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