Goleiro do Palmeiras também quebra protocolo e diz que guerra política atrapalha clima do time

Marcos quebrou o protocolo dos jogadores do Palmeiras de ignorar a conturbada política do clube. Se em quase todas as entrevistas os atletas dizem que não há interferência da guerra nos bastidores no dia a dia do futebol, o goleiro que já tem quase 20 anos de casa afirmou que isso tumultua, sim, a Academia de Futebol. Além disso, o camisa 12 disse que o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, poderia ser mais explosivo para agradar Luiz Felipe Scolari.

“Para mim, o Felipão fica bravo porque queria ver o Frizzo mais presente. Se o jogador chega atrasado, quem faz a cobrança é o diretor. Quem tem que cobrar é o clube, mas o Frizzo tem uma postura tranquila, e o Felipão é explosivo. Ele gostaria que o Frizzo fosse mais explosivo para cobrar o jogador e é isso que está pegando”, explicou o goleiro.

Siga o Twitter do iG Palmeiras e receba as notícias do seu time em tempo real

“Os dois podem tentar mudar a postura, ver o Frizzo mais presente no dia a dia. Semana passada, ele até foi lá com o presidente (Arnaldo Tirone). Tudo para que o treinador tenha que se meter menos com isso”, disse Marcos.

Leia também: Nomeação de assessor da presidência prejudica relação de Tirone com Frizzo

Durante a entrevista que concedeu na inauguração de sua clínica de fisioterapia, que atenderá ex-jogadores de forma gratuita e cidadãos comuns pagando normalmente, o goleiro do pentacampeonato também disse que já está acostumado com as brigas políticas no clube, mas afirmou que isso precisa parar para que o ambiente volte a ficar bom.

Relembre: Brigas da Era Antônio Carlos atrapalham Palmeiras de Felipão

“No Palmeiras, isso sempre foi assim. O racha sempre teve. Mas a gente já tem tanto problema na vida e ainda tem que resolver isso. Nos preocupamos com um problema de ontem e quando chegamos já tem um novo. Já saiu que eu xinguei o Kleber e tenho que explicar que não fiz. Essas coisas cansam. E atrapalha, porque a briga política é terrível”, lamentou o camisa 12.

Recentemente, jogadores com menos tempo de casa, como Gabriel Silva e Tinga, por exemplo, afirmaram que não sentem nenhum efeito da guerra política do clube. Luiz Felipe Scolari também chegou a afirmar que não vê tanto problema nisso dentro do clube.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.