Em 1996, goleiro jogou Paulistão, contra o Botafogo-SP e defendeu pênalti; relembre momentos da carreira

Marcos completa nesta quinta-feira 15 anos de seu primeiro jogo válido por campeonato como titular no Palmeiras . No dia 19 de maio de 1996, o eterno ídolo do Palestra Itália defendia o time contra o Botafogo-SP pelo Paulistão daquele ano. E como não poderia ser diferente, sua estreia teve uma defesa de pênalti na vitória por 4 a 0.

A falta foi cometida por Flávio Conceição, a batida, por Paulo César. Ali, Marcos já vestia a tradicional camisa 12 e também já comemorou apontando para os céus, como faz até hoje após uma defesa de pênalti. Naquele jogo, Djalminha foi o destaque, com toques de genialidade, mas os presentes no Palestra Itália não sabiam que um ídolo estava sendo criado. Vale destacar que, antes, ele já havia participado de dois jogos: um deles contra o Guaratinguetá, em amistoso, e outro contra o XV de Jaú, quando ele começou a partida no banco.

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Para comemorar a data, o iG lembrou de cinco jogos que ficaram marcados para a carreira de Marcos por causa dos pênaltis. Coincidentemente, todas foram em uma Libertadores. Em contrapartida, jogos históricos, como o contra o River Plate, em 1999, ficam de fora da lista. Seria impossível enumerar jogos que Marcos salvou o Palmeiras.

null 1-) Na Libertadores de 1999, Marcos foi o destaque na decisão de pênalti justamente contra o Corinthians. O goleiro defendeu a cobrança de Vampeta e ainda viu Dinei isolar a bola por cima de seu gol em plena quartas de final da Libertadores. O jogo ainda merece destaque pois era o início da carreira do goleiro como titular, uma vez que Velloso, então número 1, precisou deixar a competição machucado. O técnico da ocasião já era Luiz Felipe Scolari, e o Palmeiras seria campeão das Américas naquele ano.

2-) No mesmo ano, Marcos seria o goleiro que levaria o título da Libertadores para a sala de troféus do Palestra Itália, além de conquistar o prêmio de melhor jogador do torneio, mesmo entrando apenas na fase de mata-mata. O camisa 12 fez dois jogos muito bons contra o Deportivo Cali e acabou sendo consagrado mesmo sem fazer uma defesa. Bedoya e Zapata erraram as cobranças e a corrida rumo à torcida de Marcos acaba sendo a cena mais lembrada de todos palmeirenses.

Jogando bola desde o início dos anos 1990, Marcos já reclama de dores
AE
Jogando bola desde o início dos anos 1990, Marcos já reclama de dores
3-) O momento mais marcante da carreira de Marcos, sem dúvida, aconteceu em 2000. Pelo menos com a camisa do Palmeiras, não há como lembrar do camisa 12, sem lembrar deste lance. O rival seria, mais uma vez, o Corinthians. A disputa de pênaltis valia vaga na final da Libertadores, lugar onde os corintianos nunca haviam chegado (e não chegaram até hoje), e todos marcaram em sequência, sem dar chances para os rivais. Até que o imbatível e odiado por rivais, Marcelinho Carioca, chegaria para a batida. Marcos conta que estudou muito o adversário e, por isso, pôde escolher um canto para pular antes mesmo do camisa 7 corintiano executar a batida. Ele acertou na escolha e entrou para a galeria de ídolos palmeirenses de forma definitiva.

4-) No ano seguinte, mais uma Libertadores para consagrar Marcos. A vítima da vez foi o Cruzeiro. Após mais uma boa atuação no tempo regulamentar, o camisa 12 palmeirense faria três defesas na disputa de pênaltis contra o time minero e colocaria seu time na semifinal do torneio. O algoz na semifinal seria o mesmo Boca Juniors, que já tinha batido o Palmeiras em 2000, mas na final, em pleno Morumbi lotal.

5-) A última grande vitória nos pênaltis para Marcos aconteceu em 2009. O adversário era o Sport, que havia criado certa rivalidade com o Palmeiras por causa do excesso de encontro e jogos nervosos em um curto espaço de tempo. No jogo de ida, o Palmeiras venceu por 1 a 0, mas acabou derrotado pelo mesmo placar na Ilha do Retiro. Há de se destacar a excelente atuação de Marcos no tempo regulamentar, como defesas excepcionais. Nos pênaltis, ele defendeu a primeira batida do Sport, compensando o erro de seu companheiro, que também tinha desperdiçado a cobrança. Depois, o ídolo ainda voltou a honrar o apelido de “São Marcos” e afastou mais duas batidas, garantindo vaga nas quartas de final.

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