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Zagueiro lembra que, após se destacar num jogo contra o Internacional, treinador o levou para o Al-Jazira

Até chegar ao Botafogo em 2010, Márcio Rosário era um jogador desconhecido no cenário nacional. Com passagens discretas por times pequenos, como Linhares-ES, Juventude, Caxias-RS, Internacional-SM, Macaé-RJ e América-RN, o principal cartão de visita do zagueiro era a indicação de Abel Braga, com quem trabalhou no Al-Jazira, dos Emirados Árabes. Mas o flerte do reforço do Fluminense , apresentado quinta-feira nas Laranjeiras , com seu futuro “velho” treinador começou longe do mundo árabe.

“Eu jogava no Inter de Santa Maria e fui bem num jogo contra o Internacional . O Abel Braga era o treinador na época e me elogiou bastante. Um tempo depois ele me ligou e me levou para trabalhar com ele no Al-Jazira. Foi assim que começou essa nossa boa relação”, lembra Márcio Rosário, que disputou 47 partidas pelo time dos Emirados Árabes entre 2008 a 2010.

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No entanto, para aceitar a proposta do time do Oriente Médio, o novo reforço do Fluminense passou a perna nos dirigentes do América-RN. Alegando problemas particulares, o jogador propôs à diretoria da equipe de Natal a rescisão de seu contrato. Liberado pelo clube potiguar para resolver o assunto, Márcio Rosário desapareceu do clube e semanas depois apareceu ao lado de Abel Braga, Rafael Sóbis e Fernando Baiano, já com a camisa do Al-Jazira e do outro lado do mundo.

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Mas pelo visto a “mentirinha” valeu a pena e Márcio Rosário conquistou a confiança de Abelão, que manifestou o interesse em contar com o zagueiro assim que ele rescindiu seu contrato com o Botafogo, em abril.

“Ele me telefonou assim que soube que eu tinha rescindido com o Botafogo e disse que gostaria de contar novamente comigo. A gente conversou, nos acertado e logo depois fechei com o Fluminense”, explicou zagueiro.

Natural de Vila Velha, no Espírito Santos, Márcio Rosário quer deixar para trás os momentos difíceis no Botafogo e brigar por uma vaga com Gum , Leandro Euzébio , Digão e André Luis na defesa tricolor. Bom “pra caramba” no jogo aéreo e ótimo marcador, como ele se define, o zagueiro disse está pronto para defender o atual campeão brasileiro.

“Isso só aumenta minha responsabilidade, mas acredito que uma semana estarei pronto para jogar. Estava treinando por conta própria e posso afirmar que vontade e dedicação não vão faltar”, disse.

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