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Márcio Araújo exalta anonimato e ainda sonha com Europa e seleção

Volante do Palmeiras minimiza marketing pessoal, fala sobre declarações de Tirone e valoriza união do time

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Definido pelo próprio treinador como o “Queridinho de Felipão”, Márcio Araújo não aparece tanto, não é referência em marketing pessoal, mas diz que nem liga para isso. Mesmo “sumido” das telinhas e do noticiário do Palmeiras , o volante reafirma o sonho de vestir a camisa da seleção brasileira e também de jogar na Europa, apesar de já ter 27 anos, uma idade relativamente avançada para o futebol.

Em entrevista ao iG, ele também revela que se inspirou em Vampeta no seu início de carreira e aproveita para ressaltar que o grupo do Palmeiras é muito unido e que as brigas entre jogadores divulgadas recentemente são coisas normais do futebol.

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Além disso, Márcio Araújo elogia a mudança de rumo que o clube tomou após a entrada da nova diretoria, minimiza as declarações polêmicas de Arnaldo Tirone e tenta colocar fim aos boatos de um possível desgaste entre Felipão e os jogadores.

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Confira a entrevista completa de Márcio Araújo ao iG:

iG: Felipão sempre te elogia, te chamou de queridinho, mas você não é um cara que aparece tanto. Não tem tanta mídia em torno. Isso te incomoda?
Márcio Araújo:
Claro que não. O importante é a gente fazer bem o trabalho, ir bem com o treinador. Depois a gente pensa em vitória, título e aí a torcida vai gostar. Por mais que eu não tenha muito o nome, quero aproveitar muito a chance de ajudar o Palmeiras.

iG: E com torcedor? Você é muito assediado na rua?
Márcio Araújo:
Não! Graças a Deus. Às vezes até falo que nunca chutei uma bola. Vem um torcedor falar comigo e eu finjo que não sou o jogador. (Risos).

Gazeta Press
Márcio Araújo comemora um dos poucos gols marcados pelo Palmeiras

iG: Você não tem tanto marketing pessoal, é um cara bem reservado. É algo com que você se preocupa, que pensa em trabalhar?
Márcio Araújo:
(Risos) As pessoas falam muito disso, que eu não sou ligado nisso e tal. Mas acho que não é necessário. Eu quero fazer o meu dentro de campo e se precisar dar a entrevista ali ou aqui eu dou. Não é nada que me faz perder o sono.

iG: Por não aparecer tanto, você acha que pode se prejudicar em sonhos maiores, como uma seleção brasileira, por exemplo.
Márcio Araújo:
Acho que é desafio de todo atleta no futebol brasileiro. E aqui é dificuldade muito maior porque tem muito atleta de qualidade. Temos que brigar no clube para se firmar e conquistar título e depois pensar em ir para a seleção.

iG: Você teve alguma inspiração para começar?
Márcio Araújo:
No início de carreira, quem me chamava a atenção, até pelo ser no ano que eu estava começando, que comecei a pensar no sonho de futebol, foi o Vampeta. De lá para cá, você perde um pouco disso, até por me acostumar com o futebol, mas ele era referência na posição na época.

iG: E Europa. Ainda é um sonho, mesmo você com 27 anos?
Márcio Araújo:
Isso é sonho de todo mundo. Mas para pensar nisso, temos que ir bem no clube, ficar bastante tempo e ter uma história legal. Agora é pensar no Palmeiras.

iG: Até que ponto você acha que vale a pena ir para Europa. A qualquer custo? Ir para a Ucrânia, por exemplo, é uma coisa boa?
Márcio Araújo:
Tem que ver o lado familiar, né? No Brasil, o futebol é mais competitivo, você aparece mais, está próximo da família, mas algumas vezes o lado financeiro pesa muito. O futebol tem uma carreira curta e que vale a pena pensar no financeiro. Dependendo da situação, sim, eu iria para um time de menor escalão. Não posso ser hipócrita de criticar quem vai. Lá, as pessoas também respeitam seu trabalho, te valorizam e você se preocupa menos com alguns problemas que tem aqui.

iG: Os jogadores já até tornaram pública uma discussão que aconteceu depois de um lance que começou com você e o Deola brigando em São Caetano e até relataram conversas mais ásperas no vestiário. O que aconteceu?
Márcio Araújo:
Foi uma discussão de jogo normal. Acho que eu poderia ter evitado aquilo e se tiver alguém errado nessa história, não sou eu que vou julgar isso. No outro dia mesmo, eu pedi desculpa para o Deola e todo mundo já está acertado, o time é muito unido.

AE
Marcio Araújo é o queridinho de Felipão e atua muito na marcação

iG: Aproveitando esse gancho e nem pensando especificamente no Palmeiras, mas considerando o futebol em geral. Time rachado consegue conquistar título?
Márcio Araújo:
Dá para esquecer a briga até certo ponto. Em certos momentos, algumas coisas acontecem e são coisas que o torcedor e quem está de fora, como o comentarista, não enxerga. Mas quem está dentro de campo sabe que tem coisa que atrapalha o grupo.

iG: Pelo que você disse isso não existe no Palmeiras.
Márcio Araújo
: Claro que não! Os caras são gente boa até demais aqui, viu? Até para brigar eles são gente boa. Mesmo depois de brigar no campo, eles já estão se falando de novo no dia seguinte. Sabem separar as coisas de brigar dentro e fora de campo, em coisa normal de jogo.

iG: E aquela entrevista do Tirone ao “Jornal da Tarde” (relembre)? Pegou mal?
Márcio Araújo
: Todo mundo fala o que pensa. Claro que, na imprensa brasileira, as coisas tomam uma dimensão muito maior. Às vezes, muita gente fala muito a verdade e às vezes tem gente que tem opinião e não expressa. Todos têm uma opinião e se forem falar o que pensam, vai dar polêmica. Temos que assumir o que falamos e tentar uma união, porque casa dividida não anda.

iG: Há uma diferença grande de clima após a mudança da diretoria?
Márcio Araújo
: Nem temos o que reclamar. No vestiário eles conversam bastante com a gente, com paciência, e quando falam uma coisa ou outra a mais a gente releva. Desde quando eles chegaram, eles dão tudo para nos ajudar, estão com nosso salário sempre em dia... E aí precisamos jogar bola, pois é o nosso jeito de fazer o nosso para ajudar também.

iG: E como é a relação dos jogadores com o Felipão?
Márcio Araújo:
Ele dá bronca até certo ponto. Ele tem ajudado muitas pessoas, inclusive eu, por isso não temos o que reclamar. Todo treinador tem personalidade. Cada um trabalha de um jeito: um treinador que não fala nada e tem outros que falam bastante. Cada um trabalha diferente e o jogador tem que se adaptar a isso. Mas essa parte já mudou muito em relação ao ano passado, melhorou bastante.

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