Polêmica com uma facção da torcida organizada do Flu não é a primeira na qual Fred se envolve no clube

O caso envolvendo Fred e uma facção de torcida organizada do Fluminense não chega a ser uma novidade. Nos últimos anos, a vigilância exagerada de torcedores sobre seus ídolos virou moda. Antes de o capitão tricolor ser flagrado em um bar do Arpoador na madrugada de terça-feira e ter sido perseguido por um grupos de torcedores, torcedores do Flamengo chegaram a criar o disque dentuço para monitorar as saídas noturnas de Ronaldinho Gaúcho .

Esses são apenas os casos mais recentes dos "fiscais noturnos da bola". Em 2004, quando ainda defendia o Botafogo , o lateral-direito Ruy, ex-companheiro de Fred no América-MG , Cruzeiro e no próprio Fluminense, sentiu na pela a ira dos torcedores alvinegros ao ser ameaçado por cinco homens quando chegava com a esposa, grávida de seis meses, a um restaurante para jantar após um jogo.

“Quando cheguei ao restaurante e parei o carro, fui abordado por uma pessoa. Achei que era o manobrista, mas era um torcedor. Me mandaram desligar meu telefone e a minha mulher correu para o restaurante. Fui cercado por cinco torcedores e foi aquela intimidação, “somos Botafogo, a gente sabe onde vocês moram, onde o filho de vocês estuda”. Aí perguntei: “Vocês estão me ameaçando? ”Eles disseram que era só um aviso. Não chegaram a me agredir porque fiquei tranquilo, mas se eu tomasse alguma atitude ia apanhar. Eram cinco contra um, os caras grandes para caramba. É a pior sensação que você pode ter na vida. Quando soube desse problema com o Fred, pensei nisso na hora”, lembrou Ruy, que pede uma atitude das autoridades urgentemente.

“Alguma atitude tem de ser tomada. Chega a abalar a ponto de pedir para não jogar sim. Qualquer hora acontece algo mais grave. Vamos ter Copa do Mundo no Brasil, já passou da hora disso parar de acontecer”, desabafou o lateral.

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Assustado com o episódio, Fred prestou queixa em uma delegacia e alegou que não tinha condições psicológicas de enfrentar o Internacional. Nesta sexta-feira, a diretoria confirmou a permanência do atacante , mas na verdade o caso está longe de ser solucionado. Tanto que o jogador foi liberado do treino, não enfrenta o América-MG e não tem uma data definida para se reapresentar ao clube.

Ruy (à direita) em ação pelo Brasiliense
Futura Press
Ruy (à direita) em ação pelo Brasiliense

O vice-presidente do Fluminense disse que o jogador não será punido, uma vez que não cometera nenhum ato de indisciplina. Segundo o dirigente, o atacante estava de folga e tem o direito de sair e se divertir como qualquer ser humano. Sandro Lima pode até ter razão, mas o fato é que essa não é a primeira polêmica envolvendo o atacante desde ele chegou ao clube.

Em outubro de 2009, a primeira confusão. O jogador, que não entrava em campo desde 23 de julho daquele ano, alegou dores na coxa direita após o treino de uma terça-feira e foi vetado do jogo contra o Corinthians , no dia seguinte. Porém, curiosamente, no mesmo dia o jogador foi visto surfando em Ipanema.

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Em setembro do ano passado, outra polêmica. Desta vez, envolvendo o então médico Michael Simoni . Após sofrer uma lesão na panturrilha esquerda no dia 25 de julho, numa partida contra o Botafogo, no Engenhão, o atacante passou quase três meses longe dos gramados e acusou o médico de ter precipitado sua volta.

Além de gerar uma crise interna nas Laranjeiras, mesmo com o Fluminense na liderança do Brasileirão, a situação causou um mau estar nas Laranjeiras e fez Michael Simoni chamar Fred de covarde e pedir demissão .

A última polêmica envolvendo o craque, mesmo que indiretamente, aconteceu este ano durante a disputa da fase de grupos da Libertadores. Afastado do time por indisciplina antes do jogo contra o Argentinos Juniors, na Argentina, Emerson soltou o verbo contra o capitão tricolor e disse, entre outras coisas, que o atacante tinha influência nas decisões do então técnico do clube, Enderson Moreira .

É verdade que as polêmicas são insignificantes perto dos 89 jogos e 53 gols de Fred com a camisa tricolor, mas para quem foi contratado a peso de ouro e ganha cerca de R$ 700 mil mensais, rigorosamente, em dia, o atacante está devendo. Afinal, decisivo mesmo, o camisa 9 só foi durante a arrancada que livrou o time do rebaixamento em 2009.


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