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Mão-de-obra vira desafio para construção da Arena Grêmio

OAS Empreendimentos investe em programa de qualificação de operários e se protege contra concorrência do Inter, que também busca trabalhadores para o Beira-Rio

Altair Santos, especial para o iG |

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Recente relatório do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revelou que o Brasil enfrenta atualmente um déficit de quase 40 mil profissionais qualificados para trabalhar na construção civil. O problema é mais crítico nas regiões Sul e Sudeste do país. A OAS, construtora responsável por erguer a Arena Grêmio, em Porto Alegre, enfrentou o problema criando um programa de qualificação para os contratados para atuar na obra.

Segundo Carlos Eduardo Paes Barreto Neto, diretor da OAS Empreendimentos, a mão-de-obra contratada para trabalhar diretamente no estádio passa pela Escola de Produtividade, um setor que ensina, qualifica e certifica os funcionários. Eles são treinados dentro dos nossos canteiros e já ficam preparados para atuar em outras obras da empresa, explica. Foi assim que a construtora compensou a falta de mão-de-obra para a Arena Grêmio.

Hoje, a primeira etapa de construção do estádio emprega 110 funcionários. No pico da obra, Carlos Eduardo Paes Barreto Neto estima que dois mil trabalhadores estarão atuando no empreendimento. Existe um acordo entre OAS, Grêmio e prefeitura de Porto Alegre para que as contratações priorizem os operários que moram na capital gaúcha ou na região. Por isso, o programa de qualificação tem sido ainda mais relevante para suprir um eventual déficit de mão-de-obra.

No entanto, Paes nega que seja dada preferência para pedreiros, carpinteiros e armadores que torçam pelo Grêmio. Não está sendo feita esta distinção. Estamos dando prioridade à comunidade local, que é um compromisso nosso com a comunidade e com a prefeitura, disse. Apesar de em Porto Alegre também estarem ocorrendo obras no Beira-Rio, que é preparado para a Copa 2014, o diretor afirma não haver um Gre-Nal por mão-de-obra qualificada. Ainda não percebemos isso, diz.

Pelo sim, pelo não, a OAS se protege contra uma eventual concorrência e tem todos os trabalhadores contratados para a Arena Grêmio atuando na formalidade. Conforme abre uma nova frente de serviço pelo próprio andamento da obra e estratégia de ataque, a gente vai contratando os funcionários, explica Carlos Eduardo Paes Barreto Neto.

A empresa investe R$ 475 milhões na construção da Arena Grêmio, sendo R$ 250 milhões com recursos próprios e o restante com financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A expectativa é de que o estádio esteja pronto em 2013, se não houver escassez de mão-de-obra.

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