Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Mano segue opinião pública em questões chaves na seleção

Ao contrário de antecessores, técnico do Brasil evita polêmicas e vetos, mas não poupa jogadores criticados

Paulo Passos, iG São Paulo |

Elogiado por torcida e imprensa, Ronaldinho Gaúcho voltou à seleção. Criticado por um erro em lance na derrota para a Alemanha, André Santos saiu. Os dois fatos ocorridos na última convocação de Mano Menezes mostram uma tendência do técnico, já pressionado pela falta de vitórias expressivas na seleção , em “surfar na onda” da opinião pública.

Desde que assumiu o cargo, em julho de 2010, o treinador evitou polêmicas. Na chegada à seleção brasileira , levantou bandeiras como renovação do time e a volta do futebol bonito, conceitos deixados de lado por Dunga que, após obter bons resultados com um time sem brilho mas altamente competitivo, fracassou na Copa do Mundo.

"O mundo está jogando o futebol mais parecido com o jeito brasileiro do que nós mesmos. Não se deve aceitar ser coadjuvante e jogar somente no erro do adversário", disse o treinador antes do primeiro amistoso, contra os Estados Unidos, há um ano.

Além disso, o técnico também procurou adotar postura mais afável que a de Dunga. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) aprecia o estilo ameno de Mano, mas a falta de bons resultados passou a preocupar . O técnico tem um começo de trabalho pior que os antecessores, com a seleção fracassando na Copa América e sem nenhuma vitória contra uma equipe de ponta.

Família Mano? Ainda não
Com Mano, jogadores elogiados pelo histórico recente acabaram sendo chamados, hábito incomum com Parreira, Felipão ou Dunga, por exemplo, que raramente preteriam seus homens de confiança em nome de testes com revelações. O técnico abandonou também os vetos, marcas das gestões de Felipão e Dunga.

Com o atual técnico do Palmeiras, Romário não era chamado, apesar de sua convocação ser pedida por torcida e imprensa em 2002. Com a vitória na Copa, Felipão saiu consagrado da seleção.

Já Dunga até deu chances a Ronaldinho, por exemplo, mas depois barrou o hoje flamenguista. Novatos como Neymar e Ganso não tiveram oportunidades na Copa, segundo o treinador, por coerência, já que os convocados para o Mundial estiveram presentes em chamados anteriores.

Mano Menezes até chegou a vetar Marcelo , do Real Madrid , devido a um problema pessoal entre os dois. O lateral ficou fora da Copa América, mas acabou retornando para o time. “Minhas questões pessoais são menores que da seleção brasileira. Jamais serão colocadas num primeiro plano, isso tudo é menor do que o que nós estamos construindo. As atitudes sempre foram nessa direção", disse o técnico.

Falhou, tá fora

Getty Images
Pela primeira vez, André Santos não foi chamado por Mano Menezes para a seleção
Em um ano de trabalho na seleção, Mano também demonstrou não guardar lugar para jogadores que falharam durante os jogos. Erros capitais em partidas levaram Hernanes, Douglas e agora André Santos a serem excluídos.

Jogadores que foram criticados em jogos da Copa América, casos de Robinho e Daniel Alves, acabaram no banco de reservas. Mas, na derrota contra a Alemanha, os dois recuperaram a posição.

Antecessor de Mano, Dunga evitava trocar jogadores na berlinda. Mesmo criticado, Robinho nunca foi para o banco com o ex-volante à frente do time. Michel Bastos e Felipe Melo também permaneceram no time durante o trabalho do técnico.

Com Mano, o Brasil enfrenta a seleção de Gana, no próximo dia 5, em Londres. O técnico ainda não obteve nenhuma vitória contra equipes de primeira linha do futebol mundial e caiu nas quartas de final na única competição disputada até agora, a Copa América na Argentina.

 

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG