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Mano Menezes repete na seleção dificuldade em vencer os clássicos

No Grêmio foram mais de dois anos para ganhar do Inter e no Corinthians só bateu arquirrival na sexta partida

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

O início de trabalho de Mano Menezes tem como característica dificuldade em jogos que tenham rivalidade. Foi assim no Grêmio e no Corinthians e se repete agora na seleção brasileira. As duas derrotas do treinador comandando o Brasil foram em “clássicos: em novembro, 1 a 0 para a Argentina, e na quarta passada (9 de fevereiro), 1 a 0 para a França. As três vitórias foram sobre rivais com menor tradição: EUA (2 a 0), Irã (3 a 0) e Ucrânia (2 a 0).

Pelos clubes, uma peculiaridade fez com que demorasse mais de um ano para bater os principais rivais: a Série B. Tanto no Grêmio como no Corinthians Mano assumiu o trabalho com a missão de reconduzir os times à Primeira Divisão. Eram equipes desestruturadas depois do rebaixamento. No Sul, Mano foi contratado em 2005, ano que não houve Grenal: o Grêmio não se classificou para as finais do Estadual.

A primeira vitória sobre o Inter ocorreu somente mais de dois anos de ter assumido, em junho de 2007, um 1 a 0 (dentro do Beira-Rio) pelo Campeonato Brasileiro. Isso foi apenas na quinta partida, mas é preciso contextualizar: no Gaúcho do ano anterior, em 2006, Mano comandou o Grêmio em dois empates contra o Inter na decisão do estadual. Um 0 a 0 no Olímpico e um 1 a 1 no Beira-Rio, que deu o título aos gremistas (pelo gol no mando do adversário).

Em São Paulo
No Corinthians, time que assumiu em 2008, foram cinco jogos até vencer um dos três maiores rivais. Também por culpa da Série B, no primeiro ano jogou apenas clássicos, pela primeira fase do Paulista, e perdeu dois e empatou um. Como não ficou entre os quatro primeiros, não participou das semifinais. Mano só foi vencer arquirrival um ano e três meses depois de assumir, em março de 2009, 1 a 0 contra o Santos, gol de Dentinho, no Pacaembu.

Depois embalou: venceu a semifinal contra o São Paulo (duas vitórias, 2 a 1 e 0 a 2), e a decisão contra o Santos, com um 3 a 1 dentro da Vila Belmiro com dois golaços de Ronaldo, destaque da reta final da competição. Antes, porém, o jejum irritava o treinador quando era questionado pelos jornalistas. Ele argumentava que havia vencido a Portuguesa (no Paulista de 2008), mas a rivalidade entre os times há bastante tempo não é igual a contra São Paulo, Palmeiras ou Santos.

Depois do fracasso contra a França, Mano Menezes rechaçou estar pressionado. “Precisamos entender como as derrotas nesses últimos jogos aconteceram. Nós tomamos um gol no último minuto contra a Argentina, num jogo que fomos bem, e contra a França estávamos sendo superiores até ficarmos com um jogador a menos”, disse Mano, se referindo à expulsão de Hernanes.

O ano reserva mais alguns clássicos para o treinador. Em junho terá pela frente a Holanda, no primeiro jogo que comandará a seleção no Brasil (Goiânia quer o jogo). Em agosto a Alemanha, em Stuttgart, e antes, em julho, a Copa América na Argentina, onde provavelmente cruzará novamente com os “hermanos”. Em março o Brasil fará dois amistosos contra rivais ainda não definidos, possivelmente mais fracos, na Europa.

Veja os jogos de Mano até vencer clássico por Grêmio e Corinthians:
 

Clássicos - Grêmio Competição Ano
Grêmio 0 x 0 Internacional Gaúcho 2006
Internacional 1 x 1 Grêmio Gaúcho 2006
Grêmio 0 x 0 Internacional Brasileiro 2006
Internacional 1 x 0 Grêmio Brasileiro 2006
Grêmio 1 x 0 Internacional Brasileiro 2007

 

Clássicos - Corinthians Competição Ano
São Paulo 0 x 0 Corinthians Paulista 2008
Corinthians 0 x 1 Palmeiras Paulista 2008
Santos 2 x 1 Corinthians Paulista 2008
Corinthians 1 x 1 São Paulo Paulista 2009
Palmeiras 1 x 1 Corinthians Paulista 2009
Corinthians 1 x 0 Santos Paulista 2009


 

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