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Mano melhora comunicação na seleção, mas não resolve time

Em um ano no cargo, técnico é elogiado pela CBF pela imagem que mantém. Resultados no campo, entretanto, preocupam

Paulo Passos, enviado iG a Stuttgart |

“Bom dia, boa tarde, boa noite”. É normalmente assim que Mano Menezes costuma iniciar suas entrevistas coletivas, dependendo do turno do dia em que elas aconteçam. Depois dos cumprimentos, o técnico fala pausadamente, tenta explicar problemas da equipe e, invariavelmente, se exime de culpas.

Essa é uma das diferenças entre Mano Menezes e Dunga à frente da seleção brasileira . O fato do técnico atual se comunicar melhor que o anterior e se desgastar menos agradam a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Nesta quarta-feira, após a derrota contra a Alemanha , o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, reafirmou que o projeto do técnico seguirá .

AFP
Postura de Mano Menezes em entrevistas é positiva, mas time deixa a desejar em campo
O que já preocupa a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), entretanto, são as diferenças entre as eras Dunga e Mano dentro de campo. A falta de vitórias contra as grandes seleções, a dificuldade para renovar o time e o fracasso na primeira competição oficial colocam em xeque a capacidade do treinador para resolver os problemas do time.

A tão falada renovação da seleção aconteceu de forma parcial no primeiro ano de trabalho. Caras novas entraram, mas na primeira competição oficial, a Copa América, mais da metade da equipe titular havia estado no Mundial, com Dunga.

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Na derrota para a Alemanha por 3 a 2, nesta quarta, o Brasil tinha uma seleção mais velha que a dos rivais. Quando mexeu na base deixada por Dunga, Mano teve problemas. O ataque, por exemplo, tem tido trabalho para marcar gols.

Já a defesa, sinônimo de solidez na era Dunga, tem falhado. No meio-campo, Mano sofre por ter planejado um time que dependa de Paulo Henrique Ganso, o sonhado camisa 10, que teve rendimento ruim na Copa América. Contra a Alemanha, ele vestiu a camisa 20 e viu a maior parte do jogo do banco, entre os reservas.

Rei da palavra
Com raras derrapadas durante um ano na seleção, Mano Menezes faz questão de manter uma boa relação com a imprensa e os patrocinadores da CBF. O técnico tem treinamentos com fonoaudiólogos e recebe consultoria de mídia de sua filha, que é jornalista.

“O Mano só ajuda o meu trabalho”, afirma o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva. Uma das únicas vezes em que o técnico deixou transparecer irritação com um jornalista foi após a eliminação na Copa América, quando interrompeu uma pergunta de um repórter sobre os resultados ruins da seleção.

Fora de campo, Mano faz questão de agradar os patrocinadores da CBF. Vai a festas e eventos das empresas, conversa com executivos e mantém uma boa imagem. Nesse quesito o técnico recebe o auxílio de sua esposa, que foi diretora de recursos humanos de uma empresa de exportação de tabaco no Rio Grande do Sul e hoje administra a carreira do técnico.

A boa relação e o prestígio com cúpula da CBF, porém, não garantem vida tranquila a Mano. Como bem disso o treinador, brincando com jornalistas durante a Copa América: “o clima tá bom, o hotel é bom, a carne aqui é boa, é tudo maravilhoso. Mas tem que fazer um golzinho. Não resolve nada se não ganhar”.

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