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Mano lamenta trocas constante de treinadores no Brasil

Treinador não comentou mudanças no Flamengo, mas fez análise pessimista da situação do cargo técnico

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

Gazeta Press
O técnico da seleção Mano Menezes lamentou as trocas repetitivas de treinadores do país
Enquanto a nova camisa da seleção brasileira era apresentada nesta sexta-feira, no Jockey Club, zona Sul do Rio, ao mesmo tempo, o ex-técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, concedia entrevista coletiva para comentar sua demissão e criticar a presidente do time da Gávea, Patrícia Amorim. O assunto repercutiu na entrevista de Mano Menezes, que lamentou a falta de ética entre clubes e técnicos.

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“De períodos em períodos falamos sobre isso. Ontem ouvi uma estatística que apontava para 22 (agora já são 24) trocas de técnicos em janeiro. Isso porque começamos os estaduais lá para o dia 15. Isso mostra que não mudamos absolutamente nada na cultura de trabalho, profissionalismo. Que está muito mais difícil ser técnico de futebol no Brasil hoje em dia”, declarou o técnico da seleção.

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Apesar de não entrar em detalhes sobre a saída de Luxemburgo e a contratação de Joel Santana pelo Flamengo, o treinador declarou que os trabalhos a longo prazo são os que apresentam os melhores resultados, e mesmo assim, muito mais raros atualmente.

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“Isso dificulta mais para você terminar um trabalho de longo prazo. Eu tive a felicidade de completar um ciclo no Grêmio e Corinthians, mas ainda é exceção. E longos trabalhos quase sempre produzem conquistas significativas. Não estamos conseguindo fazer isso bem. Com quatro ou cinco resultados negativos começamos a ouvir as mesmas especulações”, disse Mano Menezes.

Fim da concentração?
Famoso pelas ‘disputas’ com Ronaldo, que sempre criticou as concentrações quando atuava pelo Corinthians, o técnico da seleção brasileira também comentou a atitude dos jogadores do Vasco, que não concentraram para as duas últimas partidas por conta de salários atrasados.

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Para Mano Menezes, a mudança ainda não se consolidou no futebol brasileiro, em parte porque os jogadores ainda não atingiram a maturidade necessária para se apresentarem apenas no dia das partidas.

“É um assunto bastante delicado no futebol brasileiro. Nossos atletas, quando estão fora do país, também entendem que devem ter outro comportamento. Já tivemos casos dentro pais de não concentrar e jogar, mas fatos isolados. Depende muito maturidade e profissionalismo nossos atletas”, finalizou Mano Menezes. 

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