Técnico não concordou com vaias e teme torcida contra na Copa. “Prefiro a dura realidade de jogos difíceis”, disse

O técnico Mano Menezes não concordou com as vaias que a seleção brasileira recebeu durante e depois do empate sem gols com a Holanda , na tarde deste sábado, em Goiânia. E o técnico foi duro: disse que é preciso educar o torcedor para que, na Copa do Mundo de 2014, o Brasil tenha apoio e não torcida contra na campanha pelo título.

“Teremos só grandes seleções na Copa e, no momento da dificuldade, precisamos do apoio do torcedor. É nação contra nação, tradição do nosso futebol contra tradição de outro e precisamos estar unidos para tirar essa vantagem que temos de jogar em casa. Precisamos educar o torcedor”, disse o treinador.

O jogo contra os holandeses foi o primeiro de Mano em solo brasileiro depois de passar por cinco países e fazer seis partidas, com quatro vitórias e duas derrotas. O Brasil não jogava em casa desde outubro de 2009, quando empatou com a Venezuela (0 a 0) em Campo Grande (MS).

“Não saio chateado com o torcedor, a atitude é compreensiva, apesar de eu não concordar que jogamos mal. Mas nunca poderíamos imaginar que jogar contra a Holanda seria fácil se nos últimos 37 jogos eles perderam só dois jogos e um deles foi na prorrogação da final da Copa, para a Espanha. A chance de que esse jogo seria fácil era zero”, disse. “A seleção é o patrimônio do Brasil, é de todos, e precisamos estar unidos.”

Vida dura
Foi o terceiro jogo contra uma seleção bem ranqueada na Fifa e o terceiro tropeço. Antes, o Brasil perdeu da Argentina (1 a 0) e França (também 1 a 0) e venceu EUA, Irã, Ucrânia e Escócia, equipes de menor tradição. Mano disse que é seu pedido enfrentar adversários fortes, para não esconder problemas na equipe.

“Prefiro a realidade dura para chegar bem em 2014. Poderia ter feito uma escolha de adversários bem mais amena de adversários, teria sete vitórias, todo mundo estaria feliz, mas estaríamos nos enganando para o futuro”.

Sobre o jogo, o treinador não gostou da marcação do time no primeiro tempo, quando segundo ele Affelay teve muita liberdade pelas laterais. “No segundo tempo acertamos a marcação e melhoramos muito. Criamos nem sei quantas chances e a bola não entrou. Saio satisfeito com a evolução que tivemos contra um adversário forte como a Holanda”.

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