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Mano defende Neymar, mas diz que não é "rei de capa de revista"

Técnico disse que santista não é o rei que pintam, mas que não é culpado por empates

Marcel Rizzo, enviado iG a Los Cardales |

EFE
Neymar ainda não brilhou na Copa América
As atuações irregulares de Neymar nestes primeiros jogos da Copa América não irritaram Mano Menezes, que defendeu o santista neste domingo, um dia depois do empate contra o Paraguai (2 a 2), em Córdoba. O treinador também contou que conversou com Robinho sobre a saída do atacante do time titular – que o deixou chateado .

O time para enfrentar o Equador, quarta-feira em Córdoba (21h45), não será divulgado antes da partida. A seleção precisa vencer para garantir a classificação sem depender de outros resultados.

Veja a classificação da Copa América

“Neymar é um dos grandes jogadores promissores, já é realidade no Santos, já foi se colocando como realidade nos primeiros amistosos pela seleção, mas agora enfrenta uma competição mais dura. Penso que nem é aquele quase rei, que vi na semana passada na capa de uma revista, com coroa e tudo isso, nem é um jogador que com duas atuações nem tão boas se transforma em vilão”, disse Mano Menezes.

"Ele (Neymar) está tendo uma marcação forte, às vezes com três jogadores, e precisa aprender a sair dela, a entender que tem espaço atrás desses jogadores”, completou o treinador. Neymar tem sete jogos pela seleção brasileira  e três gols, só que passou em branco nas últimas quatro partidas e, contra o Paraguai, perdeu um gol na frente do goleiro, depois de passe muito bem dado por Paulo Henrique Ganso.

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O que incomoda Mano Menezes, apurou o iG, e membros da comissão técnica e até da diretoria da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é a grande exposição do atacante na mídia antes da competição, como a capa citada por Mano, da revista Veja. Por esse motivo ele está blindado e talvez nem dê entrevistas nos próximos dias – depois do jogo contra o Paraguai, por exemplo, se recusou a falar na zona mista (espaço onde os jogadores passam e podem falar com os jornalistas).

Sobre Robinho, Mano Menezes disse entender que o jogador fique chateado ao sair, mas que é uma decisão dura que tem de tomar. Ele disse ter conversado com o atleta antes da partida e também depois. “O Robinho foi convocado para ser atacante e precisávamos de um jogador para ajudar o Ganso na armação. Se eu colocasse o Robinho, estaria prejudicando a seleção e ele também”, disse o treinador.

Sem mentira

Mano se irritou quando perguntado se houve mentira quando a assessoria da seleção disse que os testes do treinador, no trabalho três dias antes da partida, tinha sido Elano e Lucas, e não Jadson. “Não mentimos, nunca. Podemos omitir algo, se for uma informação estratégica. O que aconteceu foi que não gostei do que tinha testado, o time não rendeu. E eu já tinha usado o Jadson contra a Escócia, no mesmo esquema que enfrentamos o Paraguai”, disse Mano. Depois da partida, o meia afirmou que foi testado no treino de quarta.

Jadson, por sinal, foi defendido por Mano Menezes. O jogador teve o nome vaiado antes do duelo contra os paraguaios, quando anunciado pelo sistema de som, e se revoltou quando marcou, colocando a mão na orelha como dizendo à torcida “vão vaiar agora”. “O Jadson está aqui porque foi o meia armador brasileiro que mais longe chegou na última Liga dos Campeões, com seu time (o ucraniano Shakhtar Donetsk alcançou as quartas de final). É um jogador competente para armação e por isso faz parte do grupo”.

Os jogadores voltam a treinar na tarde desta segunda-feira, 15h30, no hotel que a seleção está concentrada em Cardales. O treino não será fechado, mas Mano já avisou que não deve divulgar a escalação para enfrentar o Equador.

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