Tamanho do texto

Técnico disse que santista não é o rei que pintam, mas que não é culpado por empates

Neymar ainda não brilhou na Copa América
EFE
Neymar ainda não brilhou na Copa América
As atuações irregulares de Neymar nestes primeiros jogos da Copa América não irritaram Mano Menezes, que defendeu o santista neste domingo, um dia depois do empate contra o Paraguai (2 a 2), em Córdoba. O treinador também contou que conversou com Robinho sobre a saída do atacante do time titular – que o deixou chateado .

O time para enfrentar o Equador, quarta-feira em Córdoba (21h45), não será divulgado antes da partida. A seleção precisa vencer para garantir a classificação sem depender de outros resultados.

Veja a classificação da Copa América

“Neymar é um dos grandes jogadores promissores, já é realidade no Santos, já foi se colocando como realidade nos primeiros amistosos pela seleção, mas agora enfrenta uma competição mais dura. Penso que nem é aquele quase rei, que vi na semana passada na capa de uma revista, com coroa e tudo isso, nem é um jogador que com duas atuações nem tão boas se transforma em vilão”, disse Mano Menezes.

"Ele (Neymar) está tendo uma marcação forte, às vezes com três jogadores, e precisa aprender a sair dela, a entender que tem espaço atrás desses jogadores”, completou o treinador. Neymar tem sete jogos pela seleção brasileira  e três gols, só que passou em branco nas últimas quatro partidas e, contra o Paraguai, perdeu um gol na frente do goleiro, depois de passe muito bem dado por Paulo Henrique Ganso.

null

O que incomoda Mano Menezes, apurou o iG , e membros da comissão técnica e até da diretoria da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é a grande exposição do atacante na mídia antes da competição, como a capa citada por Mano, da revista Veja. Por esse motivo ele está blindado e talvez nem dê entrevistas nos próximos dias – depois do jogo contra o Paraguai, por exemplo, se recusou a falar na zona mista (espaço onde os jogadores passam e podem falar com os jornalistas).

Sobre Robinho, Mano Menezes disse entender que o jogador fique chateado ao sair, mas que é uma decisão dura que tem de tomar. Ele disse ter conversado com o atleta antes da partida e também depois. “O Robinho foi convocado para ser atacante e precisávamos de um jogador para ajudar o Ganso na armação. Se eu colocasse o Robinho, estaria prejudicando a seleção e ele também”, disse o treinador.

Sem mentira

Mano se irritou quando perguntado se houve mentira quando a assessoria da seleção disse que os testes do treinador, no trabalho três dias antes da partida, tinha sido Elano e Lucas, e não Jadson. “Não mentimos, nunca. Podemos omitir algo, se for uma informação estratégica. O que aconteceu foi que não gostei do que tinha testado, o time não rendeu. E eu já tinha usado o Jadson contra a Escócia, no mesmo esquema que enfrentamos o Paraguai”, disse Mano. Depois da partida, o meia afirmou que foi testado no treino de quarta.

Jadson, por sinal, foi defendido por Mano Menezes. O jogador teve o nome vaiado antes do duelo contra os paraguaios, quando anunciado pelo sistema de som, e se revoltou quando marcou, colocando a mão na orelha como dizendo à torcida “vão vaiar agora”. “O Jadson está aqui porque foi o meia armador brasileiro que mais longe chegou na última Liga dos Campeões, com seu time (o ucraniano Shakhtar Donetsk alcançou as quartas de final). É um jogador competente para armação e por isso faz parte do grupo”.

Os jogadores voltam a treinar na tarde desta segunda-feira, 15h30, no hotel que a seleção está concentrada em Cardales. O treino não será fechado, mas Mano já avisou que não deve divulgar a escalação para enfrentar o Equador.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.