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Futebol
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Mano compara Brasil e Uruguai: 'Eles têm time, nós bons jogadores'

Técnico da seleção afirma que campeões da Copa América estão à frente como equipe e pede menos “terrorismo”

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

O técnico Mano Menezes não se furtou a comentar o resultado decepcionante da seleção brasileira na Copa América disputada na Argentina. Ele traçou um paralelo com o Uruguai, campeão da competição, e não hesitou em afirmar que o “vizinho” tem um time desde a Copa do Mundo, enquanto o Brasil ainda tenta construir um. Ele explicou que o Uruguai também não rendeu bem nos primeiros jogos da Copa América mas, por ser um grupo experiente, já sabia a forma de agir para corrigir os problemas, o que não aconteceu com a sua equipe.

“Temos de percorrer um caminho que o Uruguai já percorreu. Eles têm um time, falei isso quando fomos eliminados. Ainda não temos um time, temos bons jogadores. Mudamos sete jogadores da seleção que jogou a Copa. Vejam quantos o Uruguai mudou. Estamos construindo um time. Podemos ver que, na Copa América, nos primeiros jogos, o Uruguai não conseguiu render bem. Mas eles sabem que tipo de atitude têm de ter, sabem controlar essa pressão interna e externa e a união dessas situações é o ideal”, explicou.

O treinador destacou ainda que os brasileiros não podem, em função do resultado no torneio disputado na Argentina, querer adotar o estilo de jogo dos rivais. “Nessa questão da raça, o Uruguai nunca jogou como o Brasil, e o Brasil nunca jogou como o Uruguai, são duas escolas diferentes. A pior coisa que existe é você querer ser o que não é, o que nunca foi, o Uruguai foi campeão jogando dentro da sua característica”.

Indagado sobre a vitória do Cruzeiro de Joel Santana sobre o Corinthians neste fim de semana, Mano Menezes afirmou que seria mais cômodo jogar no erro dos adversários. “Acho que é mais fácil jogar no erro do adversário e, com a pressão sobre os técnicos, é mais cômodo. Quando o resultado não vem sempre se questiona o trabalho do comandante. Temos de parar de fazer um certo terrorismo, porque se pararmos vamos ter mais estabilidade para corrermos mais riscos e encontrar o futebol que vocês (jornalistas) e todos os torcedores querem ver o Brasil jogar”.

Mais uma vez, o técnico da seleção foi induzido a comentar a ausência de Kaká, do Real Madrid. A resposta se repetiu: “Continua valendo para o Kaká o que falei no primeiro dia. Estamos na etapa de encontrar os jogadores confiáveis, com capacidade para suportar essa transição. Ainda temos um tempo. Os jogadores mais rodados vão depender da sua produção, do momento que atravessarem, porque não existe a necessidade de colocá-los à prova novamente. Não precisamos testar, basta que estejam próximos dos parâmetros que queremos. Fazer essa mescla sempre foi o caminho correto”.
 

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