Campeão com Neymar e Ganso, Léo também se destaca por ter feito parte da geração Diego e Robinho

O lateral-esquerdo Léo é o jogador do Santos que mais conquistou títulos pelo clube após a era Pelé. Destaque no site da Fifa nesta quarta-feira, o camisa 3 chama a atenção por fazer parte das últimas duas gerações de sucesso do time da Vila Belmiro. Além de conquistar três títulos com Neymar e Ganso , o lateral foi um dos destaques da geração de Diego e Robinho, que venceram o Campeonato Brasileiro de 2002 e 2004.

“É difícil até de falar, é uma alegria tremenda, não tem como descrever, ganhar tantos títulos, o carinho que tenho, procuro passar em campo. A coisa está indo bem, espero sair do Pacaembu bem feliz”, afirmou Léo após o treino no CT do Pão de Açúcar na última terça-feira.

Em entrevista ao site da Fifa, Léo disse que a atual equipe do Santos já superou o time campeão brasileiro de 2002 e 2004, pois além de encantar com as jogadas de Neymar e Ganso, o time já chegou ao terceiro título conquistado: bicampeonato paulista (2010 e 2011) e a Copa do Brasil de 2010.

“Tem sido maravilhoso poder acompanhar tudo de novo. Aquele time de 2002 marcou muito, por ter acabado com o jejum absurdo do Santos. Conquistou o Brasileirão com um futebol muito bonito, mas acabou ficando só nisso, não conseguiu prolongar. Esse de hoje, não. Ele vem encantando e ganhando, já com mais títulos”, dise Léo, que se considera o símbolo da raça santista.

“Os garotos são o símbolo da juventude, da alegria do jogo, e eu sou o símbolo da luta da vontade, da perseverança. Cada jogador significa alguma coisa”, completou.

O jogador, que está prestes a completar 400 jogos com a camisa do Santos, superou Neymar e Ganso em uma eleição nas redes sociais do Santos para entrar em campo com a camisa 99, em comemoração ao aniversário do clube contra a Ponte Preta nas quartas de final do Paulista.

“Eu fiquei surpreso, claro. Porque Neymar, Paulo Henrique e Elano são os atletas do momento, com a mídia toda em cima”, afirmou Léo, que espera renovar contrato com o Santos no final do ano. Porém, o atleta está com 35 anos e já estuda encerrar a carreira no meio-campo.

“Tenho pensando nisso, mesmo. Na lateral você tem um desgaste absurdo. É muito difícil, são viagens desgastantes. Conta o estresse para o jogo, a recuperação que vamos ter depois da partida e a volta pra casa”, concluiu.

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