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Futebol
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Má fase do futebol escancara antigos problemas no Palmeiras

Crise no elenco, pressão sobre Felipão e Frizzo e indefinições sobre a Arena ganham mais peso após goleada

Danielo Lavieri, iG São Paulo |

AE
Muro do Palestra após a goleada de Curitiba: aumenta a pressão sobre elenco e dirigentes
O fim da boa fase nos gramados faz com que antigos problemas de bastidores venham à tona no Palmeiras. Crise de relacionamento entre atletas, pressão para derrubar o técnico Luiz Felipe Scolari e o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, e até a crise pela assinatura da nova escritura da Arena são problemas que ganharam muita força após a goleada por 6 a 0 sofrida diante do Coritiba, na última quinta-feira.

O próprio presidente do clube, Arnaldo Tirone, admitiu há cerca de um mês que conseguia trabalhar bem mais calmo porque o time estava indo bem em campo e que poderia usar o futebol como escudo para críticas.

Agora, com a derrota vexatória no meio da semana passada, sua gestão já começa a ser colocada em xeque por várias alas políticas diferentes do clube. Em cinco dias, o que era céu, virou inferno para o dirigente.

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Crise de relacionamento no elenco
O zagueiro Danilo tem problemas de relacionamento com alguns jogadores do elenco. Mas isso não é novidade. O problema se estende desde o ano passado. Em conversa com o iG, um diretor da gestão passada, que prefere não se identificar, confirmou que o objetivo sempre foi vender o defensor, além de Edinho e Ewerthon, jogadores acusados de causar problemas de relacionamento no elenco.

Os relatos de que Kleber também teria brigado com companheiros, segundo pessoas que vivem o dia a dia do elenco, não são verdadeiros. As brigas não passam de discussões normais do cotidiano do futebol. O empresário do jogador também já negou o suposto problema.

AE
O goleiro Marcos observa a festa do Coritiba no jogo que deixou evidente os vários problemas do clube

Luiz Felipe Scolari e o departamento de futebol
Conselheiros que apoiaram a eleição de Tirone não demoraram para fazer críticas ao trabalho do treinador. Assim que assumiu, o presidente do Palmeiras já ouviu de parte de sua base aliada que a atual comissão técnica era cara, além de pedir o corte de vários funcionários que trabalham com o futebol.

Eles ouviram a seguinte resposta do presidente: “Não mexo em nada até o Paulista acabar.”

Três meses depois, Tirone segue convicto de que fez a coisa certa ao manter a estrutura e não deve mudar de opinião, até por conta da alta multa prevista no contrato do Felipão. Por isso, a estratégia dos conselheiros que vão contra o trabalho do treinador é tentar pressioná-lo a pedir demissão para que haja uma rescisão amigável.

Até mesmo para a maior torcida organizada do clube, Felipão não serve mais. Se há dois jogos ele era “genial”, como dizia o grito da própria torcida, hoje, ele é “soberbo e ultrapassado”.

Pressão sobre Roberto Frizzo
O vice-presidente de futebol começou como esperança de que tudo mudaria. A sua política de corte de gastos começou agradando, mas a defesa que fez a favor de nomes como Sérgio do Prado, por exemplo, irritou conselheiros, especialmente os ligados a Mustafá Contursi. A situação piorou quando Frizzo declarou que tinha autonomia no departamento de futebol.

Os conselheiros começaram a fazer trabalho de bastidores para tentar minar a relação de Frizzo com o restante do conselho e diretoria. Agora, com a derrota do Couto Pereira, a frase mais ouvida é de que o vice de futebol não tem diálogo o suficiente com a comissão técnica.

Escritura da Arena
Se antes os protestos pela assinatura da nova escritura eram baseados em uniões virtuais e até em SMS para o presidente, hoje a pressão fica cada vez mais forte dos dois lados. Enquanto a ala contra a Arena faz de tudo para que Tirone tente romper com a WTorre, a que está a favor já pressiona conselheiros como Gilto Avallone a parar de falar.

Na quinta-feira, os muros que foram pichados para protestar contra jogadores e dirigentes também continham a inscrição “Assina, Tirone”.

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