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Futebol
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Má campanha dentro de campo pode deflagrar crise política no Flu

Vice-presidente de futebol, Alcides Antunes, pode estar com os dias contados no clube por causa da crise

Gazeta |

A derrota por 1 a 0 para o América do México e a situação delicada na Copa Libertadores estão deixando os ânimos quentes no Fluminense. Tendo assumido esse ano, o presidente Peter Siemsen já enfrenta a sua primeira crise política, com correntes importantes do clube se desentendendo. Com isso, cabeças podem rolar antes mesmo do término da competição continental chegar ao fim para o time das Laranjeiras. Quem está mais ameaçado é o vice-presidente de futebol Alcides Antunes, que parece estar com os dias contados no clube.

Alcides foi mantido no cargo por Peter Siemsen no início do ano, já que o presidente entendia que não poderia reformular o departamento de futebol um mês depois de o Flu ter conquistado o título brasileiro, feito que não acontecia desde 1984. Porém, as correntes políticas que foram aliadas de Peter nas eleições do ano passado e que garantiram a sua vitória eram oposição ao ex-presidente Roberto Horcades e, por isso mesmo, sempre reclamaram contra a permanência de Alcides.

Tratado como "dinossauro" por alguns conselheiros, o vice-presidente de futebol virou o principal alvo das críticas por conta da péssima campanha na Copa Libertadores e da eliminação para o modesto Boavista na semifinal da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca.

Alcides, porém, tem o apoio de pessoas importantes no clube carioca. A começar pelo empresário Celso Barros, presidente da Unimed, principal patrocinadora do clube, e considerado um dos "padrinhos" do vice-presidente de futebol. Peter e Barros teriam, inclusive, discutido quando o presidente comunicou ao empresário o desejo de afastar Alcides. O relacionamento entre os dois já não é dos melhores, pois Peter pretende modificar a política de contratações, buscando reforços jovens, enquanto a Unimed prefere atletas renomados, que possam dar retorno de marketing.

Quem também não pretende ver Alcides demitido é o técnico Muricy Ramalho, defensor do vice-presidente de futebol. Após a derrota para o América do México, o treinador deu sinais de irritação com as notícias sobre a possível saída do vice-presidente de futebol.

"Ano passado não vazava nada. Agora, vaza até mentira. O bom de trabalhar no Fluminense é que tem apenas uma pessoa ligada ao departamento de futebol, no caso o Alcides Antunes", disse Muricy.

Mas o técnico talvez não seja o melhor "cabo eleitoral" neste momento. Isso porque o treinador está desgastado dentro do clube. As constantes cobranças por uma estrutura melhor, durante entrevistas, têm irritado o presidente do Fluminense. Há quem garanta que a saída de Muricy é questão de tempo e se dará tão logo confirme a eliminação.

Enquanto a crise política não é resolvida, o elenco tenta devolver a tranquilidade ao clube dentro de campo. O próximo compromisso será a estreia na Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca, neste sábado, às 18h30 (de Brasília), contra o Resende em São Januário. O elenco retornou do México nesta quinta-feira e foi liberado em seguida. Nesta sexta-feira acontece a reapresentação, quando Muricy vai definir a formação que enfrentará o Resende.

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