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Luxemburgo não desmente flagra em R10 e admite função 'confusa' no Fla

Sem autonomia, técnico diz que não pensa em entregar o cargo, mas fala em 'concluir o trabalho' nos jogos contra o Potosí

Vicente Seda, enviado iG a Sucre |

Vanderlei Luxemburgo não negou, tampouco confirmou o flagra em Ronaldinho Gaúcho com uma mulher na concentração da equipe em Londrina. Mas a entrevista do técnico do Flamengo após o segundo dia de treinos em Sucre, na Bolívia, foi sintomática. Apesar de ter tratado a questão do camisa 10 como “assunto interno” e ter negado que pretende deixar o clube depois dos jogos contra o Potosí, pela pré-Libertadores, deixou claro que não está satisfeito com a falta de respaldo para executar o que lhe foi prometido no momento de sua contratação, a gestão do departamento de futebol.

Leia também: Após notícia de flagra, Ronaldinho fica fora do treino do Flamengo

Dizendo repetidas vezes que antes de qualquer coisa vai “concluir o projeto” de classificar o clube para a fase de grupos da Libertadores, Luxemburgo deu resposta irônica quando indagado se hoje se enxerga como gestor do futebol. “Enxergo confuso como foi a nossa pré-temporada”, afirmou o técnico, falando também em "realinhar o Flamengo".

Sobre Ronaldinho, preferiu não alimentar novas discussões, visto que seu relacionamento com o principal jogador da equipe está bastante abalado. Confirmou a versão da assessoria de que o craque teve diarreia e por isso não participou da atividade física na manhã desta quarta e deixou nas mãos da diretoria qualquer providência a ser tomada a respeito, claro sinal da falta de autonomia que vem lhe tirando o sono.

Veja ainda: Crise entre Luxemburgo e diretoria cresce, e técnico pode entregar cargo

“O meu trabalho sempre foi o seguinte, trato assunto interno como assunto interno. Pode ter certeza de que tudo que está acontecendo aqui foi passado para a diretoria. Eu passo os fatos, não factóides para a diretoria. A discussão em uma empresa pertence ao ambiente interno. Cabe a vocês jornalistas investigarem e buscarem. Eu estou preocupado é com o jogo. Temos dois compromissos importantes para o jogo contra o Potosí, é o término do projeto que fizemos”, analisou.

Em seguida, Vanderlei negou que vá deixar o clube após os jogos contra o Potosí, porém, sem ter a autonomia que fora garantida na sua contratação, dificilmente terá condições de continuar, como comentou internamente na delegação.

Confira infográfico com o mapa dos campeonatos estaduais

“Não existe isso de o Vanderlei vai sair do Flamengo porque eu falei que quando voltar vou conversar com a diretoria. Vou me empenhar ao máximo e vou cobrar isso do grupo. Não interessa se está gostando ou não, o que importa é o compromisso. A torcida do Flamengo é muito exigente, sou rubro-negro, sempre disse isso. Temos de nos empenhar, focar, estar motivados. Vim ao Flamengo para concluir esse trabalho e vou concluir. Depois, já falei para vocês que temos de sentar e realinhar o Flamengo diante de muitas coisas que aconteceram”, afirmou o treinador.

O técnico reconheceu ter ficado abalado em Londrina com todo o noticiário de problemas envolvendo a pré-temporada. “Estava triste, não vou enganar. Fizemos uma pré-temporada que pipocava notícia de tudo que é lado. E você fica, o que está acontecendo? Você vai analisando, vai juntando, para chegar agora que é o momento de decisão. Não existe o Vanderlei diferente no sentido de tomar decisão, existe outra forma de tomar decisão. Tem coisas que você discute em outro momento. Agora não adianta porque o jogo (contra o Potosí) não vai mudar”.

Ele falou ainda sobre o afastamento do zagueiro Alex Silva, que abandonou a delegação em São Paulo e não viajou para a Bolívia. “Foi comunicado também à diretoria e tomaram a decisão de um afastamento do jogador. Cabe à diretoria uma decisão maior. Acho que nesse momento eu quero contar com os jogadores que estão aqui e querem estar aqui. Se ele entendeu que não queria vir para cá, não tem motivo para eu pensar nele agora. Quando nós voltarmos, temos de sentar e conversar. Sem posição radical, extremistas, seguir o caminho normal”.

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