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Futebol
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Luxemburgo e Muricy disputam mais um clássico à parte no Fla-Flu

Com títulos de sobra em seus currículos, técnicos escrevem domingo mais um capítulo da intensa rivalidade

Marcello Pires e Thales Soares, IG Rio de Janeiro |

Domingo, às 18h30, mais um capítulo da rivalidade entre Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho será escrito. Desta vez, com um Fla-Flu, no Engenhão. A expectativa para o primeiro confronto no Rio entre os treinadores de Flamengo e Fluminense, respectivamente, é grande, principalmente pelo histórico de conquistas e troca de farpas entre eles. Para esquentar ainda mais o clássico, Muricy não perde para Luxemburgo desde o dia 20 de abril de 2008, mantendo uma invencibilidade de sete jogos.

Nesta última vitória de Luxemburgo, inclusive, foi onde começou a crescer a rivalidade na época. O Palmeiras venceu por 2 a 0 o São Paulo, que reclamou de ter sido prejudicado pelo gás de pimenta atirado no vestiário do Parque Antarctica, em jogo válido pela semifinal Campeonato Paulista.

Luxemburgo acusou os rivais de serem responsáveis pela ação para incriminar o Palmeiras, que havia conquistado a vaga na decisão do Campeonato Paulista com a vitória. Muricy reclamou da insinuação do colega de profissão. Até hoje a história terminou mal contada pelas autoridades.

“Eu respirei o gás e não acusei ninguém. O Luxemburgo foi muito mal nisso. É nítido que o São Paulo acabou prejudicado com o ocorrido”, afirmou Muricy, que na época somava dois títulos brasileiros como treinador contra cinco de Luxemburgo. A diferença, agora, é de apenas um a favor do técnico do Flamengo.

Depois desse episódio, a rivalidade aumentou. Mas Luxemburgo tem sofrido nas mãos de Muricy. Com Palmeiras, Santos e Atlético-MG, ele sofreu cinco derrotas e conseguiu dois empates contra o rival no comando de São Paulo, Palmeiras e Fluminense. No último confronto, inclusive, acabou demitido do Atlético-MG na goleada de 5 a 1 aplicada pelo Fluminense, no Engenhão.

“Vai me desculpar. Ele adivinha tudo e eu sempre ganho dele. Vai ver os últimos 10 jogos, a diferença. É grande”, comentou Muricy, em entrevista gravada para o DVD da conquista do sexto título brasileiro do São Paulo, em 2008, quando já contabilizava uma boa vantagem sobre Luxemburgo, desde a volta do rival ao Brasil em 2006 (foram seis vitórias, dois empates e três derrotas, entre 2006 e 2008).

Em 2009, ambos estiveram à frente do Palmeiras. Luxemburgo deixou o cargo depois de desavenças com o presidente do clube, Luiz Gonzaga Belluzzo, já que o treinador se recusava a escalar Keirrison, já vendido para o Barcelona. Depois de algum tempo de negociação, Muricy assumiu o cargo e viu uma grande vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro terminar com o time fora da Copa Libertadores do ano seguinte.

“Com todo respeito ao Muricy, eu teria sido campeão com duas ou três rodadas de vantagem. Ele era fortíssimo no São Paulo porque conhecia e dominava o clube, assim como eu dominava o Palmeiras. Se eu tivesse colocado a vantagem que o Palmeiras colocou, teria ganhado o campeonato, pois a minha história mostra isso”, afirmou Luxemburgo, na época.

Muricy ficou extremamente irritado com a declaração do rival. Disse, inclusive, que faltava ética no futebol e aproveitou para jogar a culpa da queda de rendimento do Palmeiras na reta final do Campeonato Brasileiro nas escolhas feitas por Luxemburgo na montagem do elenco no início da temporada.

“Parece que falando isso você está justificando o seu fracasso. São coisas que outros profissionais usam. Eu procuro falar do meu passado, dos meus títulos. Não é a minha linha falar esse tipo de coisa. Foi muito claro e é bom o Luxemburgo ouvir isso. O time caiu porque não tinha jogadores parecidos. Vou montar um plantel muito mais forte para o ano que vem”, disse Muricy, que acabou sucumbindo em 2010 no Palmeiras, sendo demitido no começo da temporada.

Por incrível que pareça, há momentos de paz. Tanto quando Muricy foi demitido do São Paulo em 2009 quanto do Palmeiras em 2010, o atual técnico do Flamengo se manifestou e criticou as duas diretorias que estavam se desfazendo de um grande treinador. Já o comandante do Fluminense já revelou que Jô, mulher de Luxemburgo, é fã de suas entrevistas, história contada pelo próprio rival.

“Fiquei pasmo com essa troca do São Paulo. Estão metralhando a gente. Tem de ficar preocupado porque o Muricy, com três brasileiros, saiu. A análise da diretoria deve ser respeitada, mas eu bancaria o Muricy, porque analiso o projeto”, comentou Luxemburgo, em 2009, quando já era técnico do Palmeiras.

O reencontro deste domingo é apenas mais um na história vitoriosa dos dois técnicos, que sofrem do mesmo mal. Ambos não conseguiram conquistar a Copa Libertadores, mesmo com tantos títulos brasileiros no currículo. A nova empreitada de ambos já começou, mas antes ela passa por um novo clássico, um Fla-Flu recheado de personagens e à espera da consagração de um protagonista. Luxemburgo ou Muricy?

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